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Israel começa a enterrar vítimas de tumulto em festival religioso

Cerca de 32 corpos já foram reconhecidos por parentes ou amigos das vítimas

Pleno.News - 30/04/2021 15h37 | atualizado em 30/04/2021 16h33

Israel começa a enterrar vítimas de tumulto em festival religioso Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI

Mais de 20 dos 45 mortos ontem à noite em um tumulto ocorrido durante um festival religioso em Israel foram enterrados na tarde desta sexta-feira (30).

Cerca de 32 corpos já foram reconhecidos por parentes ou amigos das vítimas da avalanche humana nas celebrações de Lag Ba’Omer, no monte Meron, na Galileia (norte de Israel), informou o portal Times of Israel.

Ainda de acordo com o site, os mortos foram enterrados antes do início do Shabat (dia de descanso judaico), que começa ao pôr do sol.

As famílias das vítimas, formadas por religiosos ultraortodoxos, queriam enterrar os corpos o mais rápido possível, segundo a tradição judaica, mas o processo de identificação foi lento, por ser “complicado e sensível”, disse o Instituto de Medicina Legal de Israel.

Segundo o Ministério da Saúde, o processo envolve a detecção das impressões digitais ou exames de DNA dos mortos.

A identificação dos demais corpos continuará amanhã à tarde, após o fim do Shabat, informou ainda o Times of Israel.

De acordo com a emissora de TV Canal 12, um jovem argentino e pelo menos cinco americanos foram identificados, embora a Embaixada dos Estados Unidos em Israel esteja tentando corroborar a informação.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, falou nesta sexta com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e manifestou condolências pelo trágico acontecimento.

Líderes de muitos países da comunidade internacional fizeram o mesmo, como o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, o rei da Jordânia, Abdullah II, e o rei da Espanha, Felipe VI, que prestaram condolências ao presidente de Israel, Reuven Rivlin.

– Estamos orando pelas vítimas e esperamos a recuperação dos feridos – disse Abbas em uma carta enviada a Rivlin.

A consternação em Israel por causa da tragédia levou a gestos de solidariedade que se traduziram em longas filas de pessoas doando sangue em todo o país. Moradores de cidades árabes ao redor do monte Meron também abriram suas casas para membros de equipes de resgate ou pessoas resgatadas, de acordo com a imprensa local.

Israel não vivia uma tragédia de tal magnitude desde 2010, quando um incêndio florestal matou mais de 40 pessoas.

*Com informações da Agência EFE

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