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Pleno.News - 30/05/2025 15h35 | atualizado em 30/05/2025 16h08

Emmanuel Macron Foto: EFE/EPA/LUDOVIC MARIN / POOL MAXPPP OUT

O Ministério das Relações Exteriores israelense atacou nesta sexta-feira (30) o presidente da França, Emmanuel Macron, alegando que ele está empreendendo “uma cruzada contra o Estado judeu”, após o governante afirmar que a Europa deve “endurecer” sua posição se Israel não melhorar a crise humanitária que causou na Faixa de Gaza.

– A cruzada do presidente Macron contra o Estado judeu continua. Macron não está interessado em fatos. Não existe nenhum bloqueio humanitário – afirmou o comunicado da pasta de Exteriores de Israel, contradizendo o fato de que alimentos têm chegado a Gaza em ritmo lento nos últimos quatro dias, após quase três meses de bloqueio total.

Além disso, o ministério insistiu que, ao reconhecer um Estado palestino – como a França planeja fazer em junho – Macron “recompensará” os milicianos, assim como fará se impor sanções contra Israel.

– Se não houver uma resposta [de Israel] compatível com as necessidades humanitárias [de Gaza] nas próximas horas e dias, é claro que a posição coletiva da Europa deve endurecer – afirmou Macron, nesta sexta em uma coletiva de imprensa em Singapura ao lado do primeiro-ministro singapurense, Lawrence Wong.

O novo mecanismo que Israel autorizou para a distribuição de ajuda humanitária em Gaza entregou apenas cerca de 2,1 milhões de refeições em quatro dias, o que equivaleria a uma única refeição para cada cidadão de Gaza em 96 horas.

Enquanto isso, nesta sexta, apenas um ponto de entrega de alimentos em Rafah; no sul de Gaza; permaneceu aberto – por pouco menos de uma hora, segundo fontes locais -, deixando dezenas de milhares de pessoas de mãos vazias. Além disso, a ajuda ainda não chegou ao norte.

Desde terça, o conteúdo de cerca de 200 caminhões pertencentes à ONU, entre outras organizações, foi distribuído em Gaza, mas a maioria transporta apenas farinha, após longos atrasos e exaustivas verificações em ambos os lados da fronteira.

*EFE

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