Israel acusa Irã de planejar morte de embaixadora no México
O plano de assassinato foi contido, dizem fontes dos Estados Unidos
Pleno.News - 07/11/2025 16h24 | atualizado em 07/11/2025 17h04

Os Estados Unidos e Israel acusam o Irã de planejar o assassinato da embaixadora israelense no México, Einat Kranz-Neiger. Segundo o governo israelense, autoridades mexicanas conseguiram frustrar a tentativa, em operação realizada neste ano.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel agradeceu à segurança mexicana “por impedir uma rede terrorista dirigida pelo Irã que pretendia atacar a embaixadora israelense em território mexicano”.
Um funcionário dos Estados Unidos afirmou que o plano foi articulado pela Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, no fim de 2024, e desmantelado em 2025. O grupo teria recrutado agentes a partir da embaixada iraniana na Venezuela, país aliado de Teerã.
– O plano foi contido e não representa uma ameaça atual – disse o oficial norte-americano, sob anonimato.
De acordo com o The Guardian, ele ainda declarou que “o caso faz parte de uma longa história de ataques do Irã contra diplomatas, jornalistas e dissidentes”.
Nem o governo do México nem a missão iraniana na ONU comentaram o caso.
A suposta tentativa ocorre após o bombardeio israelense de 1º de abril de 2024 contra a embaixada do Irã em Damasco, na Síria, que matou oficiais da Guarda Revolucionária. O ataque levou Teerã a lançar mísseis e drones contra Israel, intensificando o conflito.
Desde então, Israel ampliou sua ofensiva no Oriente Médio e em outras regiões. No ano seguinte, realizou bombardeios em território iraniano, com apoio dos EUA, matando mais de mil pessoas e atingindo instalações nucleares.
Israel também acusa a Força Quds de planejar atentados contra alvos judaicos no exterior. Recentemente, a Austrália expulsou o embaixador iraniano por suposta ligação de Teerã a incêndios criminosos em um restaurante kosher e em uma sinagoga.
O México mantém relações diplomáticas com Israel e adota postura de neutralidade em conflitos internacionais, embora tenha apoiado investigações sobre possíveis crimes de guerra em Gaza.
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