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Irã executa mais três acusados de colaborar com Israel e EUA

Ebrahim Dolatabadi, Mehdi Rasouli e Mohammadreza Miri foram mortos por enforcamento

Pleno.News - 04/05/2026 15h13 | atualizado em 04/05/2026 17h34

Mulher segura bandeira do Irã Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

O Irã executou nesta segunda-feira (4) mais três manifestantes detidos durante os protestos de janeiro na cidade de Mashhad, no nordeste do país, acusados pelo regime de colaborar com Israel e com os Estados Unidos, além de supostamente liderarem distúrbios que resultaram na morte de membros das forças de segurança.

– Após a ratificação da sentença pelo Supremo Tribunal e o cumprimento dos procedimentos legais, Ebrahim Dolatabadi, Mehdi Rasouli e Mohammadreza Miri foram enforcados – anunciou a agência de notícias Mizan, ligada ao Poder Judiciário iraniano.

Segundo a versão oficial, Rasouli e Miri foram considerados “elementos do Mossad” durante as manifestações de janeiro e acusados de participação direta na morte de Hamidreza Yusefinejad, membro das forças de segurança. O Judiciário disse que ambos participaram de atos violentos, destruição de bens públicos e privados, saques, uso de coquetéis molotov e armas brancas, além de fabricarem uma espada.

As autoridades sustentam que Rasouli atingiu Yusefinejad quando o agente estava caído e que, posteriormente, “posou com a arma ensanguentada, gravou imagens de si mesmo e continuou participando dos distúrbios”.

Por sua vez, Dolatabadi foi apresentado como um dos principais líderes dos protestos na zona de Tabarsi, em Mashhad, tendo supostamente liderado um grupo de 300 manifestantes armados para atacar a sede do governo local e a emissora de televisão estatal provincial.

O tribunal rejeitou a defesa dos acusados, que alegaram ter participado dos atos por impulso, e considerou provado que agiam em coordenação com os Estados Unidos e Israel para atentar contra a segurança nacional.

Com essas três execuções, o Irã já enforcou 12 pessoas condenadas por participação nos protestos de janeiro, que exigiam o fim da república islâmica e foram contidos após uma dura repressão que deixou 3.117 mortos, segundo o balanço oficial. No entanto, organizações de direitos humanos como a HRANA, com sede nos EUA, elevam essa cifra para mais de 7 mil mortos e continuam verificando outros 11 mil casos.

O Irã é um dos países com o maior número de execuções no mundo. Em 2025, o país enforcou 1.639 pessoas – um aumento de 68% em relação ao ano anterior e o número mais elevado desde 1989, segundo o relatório anual das ONGs Iran Human Rights (IHRNGO) e Ensemble contre la Peine de Mort (ECPM).

*EFE

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