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Incêndio em hospital iraquiano deixa 92 mortos

Unidade era dedicada ao tratamento de pacientes com Covid-19

Pierre Borges - 13/07/2021 14h47 | atualizado em 13/07/2021 14h59

Iraque confirma 92 mortos por incêndio em hospital com pacientes com covid-19
Mais de 100 pessoas ficaram feridas Foto: EFE/Haider Al-Assadee

Um hospital iraquiano dedicado ao tratamento de pacientes com Covid-19 foi atingido por um incêndio na segunda-feira (12) na cidade de Nasiriya, localizada ao sul do país. Segundo as fontes oficiais, o ocorrido já deixou 92 pessoas mortas e mais de 100 feridos.

Segundo fontes ligadas à área de Saúde, ainda haviam pacientes desaparecidos na noite do incêndio, o que significa que o número real de mortos pode ser ainda maior. Entre os mortos, estão 2 funcionários do hospital.

As primeiras investigações indicam que o incêndio ocorreu após a explosão de um cilindro de oxigênio no centro de saúde. Diversos pacientes morreram por asfixia e outras causas, informou a televisão estatal Al Iraqiya.

A imprensa local também relatou que o incidente foi causado por um curto-circuito nas instalações, que carece de sistemas de prevenção de incêndios, como detectores de fumaça.

O presidente iraquiano, Barham Salih, disse pelo Twitter que “a catástrofe no hospital Hussein, na província de Dhi Qar (e anteriormente no hospital Ibn al Khatib, em Bagdá), é o resultado da corrupção e má gestão que subestima a vida dos iraquianos e impede o funcionamento das instituições”.

Salih também se referiu à tragédia ocorrida em abril, no hospital Ibn al Khatib, no sudeste de Bagdá, quando as cilindros de oxigênio destinados aos pacientes com Covid-19 também explodiram, causando um grande incêndio que matou 82 pessoas e feriu mais de cem.

Em comunicado, o primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al Kadhimi, disse que a tragédia mostra um “defeito estrutural” no sistema administrativo do país, uma vez que “não há acompanhamento ou diagnóstico de erros, enquanto os cidadãos se tornam vítimas”.

Na noite passada, Kadhimi realizou uma reunião de emergência com vários membros do gabinete, para discutir o que aconteceu. Pouco depois, o diretor de Saúde na província de Dhi Qar, Sadam al Tawil, renunciou ao cargo, e o governo provincial decretou três dias de luto.

As autoridades iraquianas abriram uma investigação, e um tribunal da província de Dhi Qar emitiu mandados de prisão para 13 funcionários do departamento de Saúde provincial, incluindo o diretor, de acordo com a agência de notícias estatal iraquiana INA.

*Com informações da EFE

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