Leia também:
X Casa Branca afirma que Putin prometeu se reunir com Zelensky

Igreja centenária é transferida para novo endereço na Suécia

Construção estava em área de exploração mineral e precisou ser removida

Pleno.News - 19/08/2025 19h16 | atualizado em 20/08/2025 10h50

Igreja de Kiruna foi transferida de lugar Foto: EFE/EPA/Fredrik Sandberg SWEDEN OUT

A Suécia iniciou nesta terça-feira (19) a transferência da Igreja de Kiruna, construída há 113 anos, para um novo centro urbano localizado a cerca de cinco quilômetros do local original. A mudança é necessária porque a expansão de uma mina de ferro ameaça engolir a cidade.

O templo luterano, que pesa 672 toneladas e já foi eleito o prédio mais bonito do país, foi colocado sobre carretas controladas remotamente. A velocidade é de apenas meio quilômetro por hora, o que torna a operação um verdadeiro espetáculo para moradores e turistas.

A expectativa é que cerca de 10 mil pessoas acompanhem a mudança na cidade de 18 mil habitantes. O rei Carl XVI Gustaf também esteve presente para assistir ao deslocamento, acompanhado de apresentações musicais e transmissão ao vivo feita pela TV estatal.

A realocação da igreja integra um projeto que prevê a mudança de boa parte de Kiruna, já que o solo foi fragilizado pela atividade de mineração. A empresa LKAB, responsável pela mina, financia a operação, estimada em 500 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 287 bilhões).

Para a pastora Lena Tjarnberg, o momento mistura sentimentos.

– A igreja é a alma de Kiruna. É um dia de alegria, mas também de tristeza, porque deixamos um lugar que é parte da nossa história – disse à Reuters.

O projeto, porém, gera preocupações para o povo Sami, que há séculos utiliza a região para a migração de renas. Líderes da comunidade alertam que a expansão da mina ameaça os caminhos tradicionais dos animais e pode comprometer a subsistência dos criadores.

Além da igreja, cerca de 3 mil casas e 6 mil moradores terão de ser transferidos nos próximos anos. A estrutura, projetada pelo arquiteto sueco Gustaf Wickman, ainda guarda elementos da cultura Sami nos bancos e na decoração interna. As informações são do DW.

Leia também1 Casa Branca afirma que Putin prometeu se reunir com Zelensky
2 Alckmin fala em fazer um ganha-ganha com os Estados Unidos
3 Moraes rejeita recurso e mantém prisão de Marcelo Câmara
4 Líderes da minoria questionam indicação de diretor da Anac
5 Motta, agora, protocola projeto para punir protesto de deputados

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.