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Humanos poderão viver na Lua ainda nesta década, diz Nasa

Segundo um diretor da agência espacial, possibilidade será propiciada pela Missão Artemis

Pleno.News - 21/11/2022 12h26 | atualizado em 21/11/2022 12h39

Astronautas não pisam na Lua desde 1972 Foto: EFE/NASA

Desde que o homem pisou na Lua, em 1969, a grande questão espacial passou a ser se o homem poderia viver fora da Terra. Agora, pouco mais de 50 anos depois, isso pode se tornar realidade. Em entrevista à BBC, Howard Hu, alto funcionário da Nasa e líder do programa aeroespacial Orion, disse que a Missão Artemis prevê que astronautas passem a viver por longos períodos na Lua a partir dos próximos anos.

Segundo Hu, o lançamento do foguete Artemis I, na última quarta-feira (16), foi um “dia histórico para o voo espacial humano” porque representou um avanço em relação à criação de habitat lunares – que a princípio servirão de base de apoio a missões científicas.

O foguete transportou a espaçonave Orion, que atualmente está a cerca de 134 mil quilômetros da Lua, junto a um “manequim” capaz de registrar os impactos da viagem no corpo humano. Se o voo for bem-sucedido e os registros mostrarem que a viagem é segura para o ser humano, o plano é ter humanos vivendo na Lua “nesta década”.

– Quando você tem humanos a bordo é muito perigoso estar no espaço por muito tempo, então, um foguete possante (como o Artemis I) pode reduzir o tempo necessário para chegar, digamos, a Marte ou a qualquer outro lugar. Estou esperando, agora, principalmente, a Artemis III, que vai levar humanos de volta à Lua – disse Rosaly Lopes, cientista brasileira envolvida no projeto.

O objetivo é que no terceiro foguete da Missão Artemis os astronautas pousem na Lua – o que não acontece desde a Apollo 17, em dezembro de 1972. À BBC, Hu disse que esse “é o primeiro passo que estamos dando para a exploração do espaço profundo a longo prazo, não apenas para os Estados Unidos, mas para o mundo”.

MISSÃO ARTEMIS
O foguete Artemis I, de 100 metros de altura, decolou do Centro Espacial Kennedy, no Cabo Canaveral da Ilha Merritt, nos Estados Unidos. Foi a terceira tentativa de lançamento e primeira a ser bem-sucedida – a Nasa tentou a decolagem em agosto e setembro, mas teve que abortar a missão ainda na contagem regressiva por causa de problemas técnicos.

Segundo Hu, a missão atual está indo bem, com todos os sistemas funcionando. Por isso, nesta segunda-feira (21), a equipe deve fazer um segundo disparo dos motores da Orion, conhecidos como queima.

Um dos objetivos desse retorno do homem à Lua é descobrir se há água no polo sul do satélite. Se sim, será possível produzir combustível para naves que irão mais fundo no espaço, como as que vão até Marte.

– Vamos enviar pessoas para a superfície [da Lua] e elas vão viver nessa superfície e fazer ciência. As missões Artemis nos permitem ter uma plataforma sustentável e um sistema de transporte que nos permite aprender a operar nesse ambiente de espaço profundo. Será realmente muito importante para nós aprendermos um pouco além da órbita da nossa Terra e depois dar um grande passo quando formos a Marte – disse Hu à BBC.

DESAFIO NO RETORNO
Um dos maiores desafios da missão Artemis I e motivo de preocupação dos cientistas é quanto ao retorno da cápsula Orion à Terra, o que deve acontecer em 11 de dezembro. A nave entrará novamente na atmosfera do planeta a 38.000 km/h – o que equivale a 32 vezes a velocidade do som. Além disso, o escudo em sua parte inferior será submetido a temperaturas próximas a 3.000°C, o que pode trazer risco à segurança do equipamento espacial.

*AE

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