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Homem morre em protesto de venezuelanos em fronteira

Vítima saiu de Caracas após precisar de remédio

Ana Luiza Menezes - 26/08/2019 21h35 | atualizado em 26/08/2019 21h36

Cidadãos venezuelanos esperam para atravessar fronteira, na ponte Rumichaca, entre a Colômbia e o Equador Foto: EFE/ Winston Viracachá

Um equatoriano que vivia há 40 anos na Venezuela morreu nesta segunda-feira, aparentemente após sofrer um infarto na ponte internacional de Rumichaca, na fronteira entre a Colômbia e o Equador, em meio aos protestos de venezuelanos contra a decisão do governo de Lenín Moreno de exigir um visto especial para que eles entrem no país.

Luis Alberto Araujo Casamen, de 58 anos, que vinha de Caracas, começou a sentir mal quando chegou ao escritório do órgão migratório da Colômbia. Ele precisava de um remédio que não estava disponível na Venezuela e por isso fez a viagem ao Equador.

Um assessor responsável por organizar a passagem pela fronteira disse à Agência Efe que o homem foi atendido por funcionários da Cruz Vermelha que atuam na Colômbia antes de tentar cruzar o bloqueio feito pelos venezuelanos que protestam contra Moreno.

O caminho seria feito a pé, e um ônibus do outro lado levaria Casamen a Quito. No entanto, ao se aproximar do protesto, segundo o assessor, o homem sentiu mal e sofreu o infarto. O corpo foi levado ao necrotério de um hospital de Tulcán, no lado equatoriano da fronteira.

Fontes da Polícia do Equador disseram à EFE que Casamen sentiu-se mal devido à altitude da cidade, que está a 2.950 metros acima do nível do mar. Os sintomas foram agravados por uma doença respiratória que o equatoriano já possuía.

Centenas de imigrantes venezuelanos estão bloqueando a fronteira entre Equador e Colômbia para protestar contra o governo de Lenín Moreno, que passou a exigir que eles apresentem um visto humanitário especial para entrar no território equatoriano.

*Com informações da Agência EFE

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