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Homem exige sacar a própria poupança e faz reféns em banco

Caso aconteceu, nesta quinta-feira, no Líbano

Pleno.News - 11/08/2022 15h22 | atualizado em 11/08/2022 15h28

Homem exige sacar a própria poupança e faz reféns em banco no Líbano Foto: Reprodução/Print de vídeo YouTube Al Jazeera English

Nesta quinta-feira (11), um homem armado com um fuzil fez reféns os funcionários de um banco. Ele também estava com uma quantidade indeterminada de gasolina. O caso aconteceu na região central de Beirute, capital do Líbano.

O homem exigiu a liberação de recursos bloqueados pela instituição, em meio à grave crise econômica que o país atravessa há quase três anos. Ele havia depositado mais de 200 mil dólares (mais de R$ 1 milhão) desde antes do início da crise e, ao longo dos últimos três anos, o banco só permitiu acesso a 1 mil dólares (R$ 5 mil), informou no Twitter a Associação dos Depositários do Líbano.

Segundo a entidade, o homem precisa do dinheiro para pagar o tratamento médico do pai, que está hospitalizado. Ele precisa de cerca de 50 mil dólares (R$ 254,2 mil) para cobrir os gastos da internação e tratamento.

A Agência Nacional de Notícias (ANN) explicou que o presidente da Associação de Depositários, Hasan Mughanieh, foi à agência bancária para tentar negociar com o homem, de 42 anos, enquanto as forças de segurança fizeram um cordão de segurança na região.

Dezenas de clientes da instituição financeira foram até o local para prestar solidariedade ao sequestrador, que ameaçou utilizar a gasolina para incendiar o próprio corpo.

Nos últimos anos, diante do colapso financeiro nacional, a população do Líbano adotou a prática de manter dólares depositados em bancos, o que foi se intensificando mais recentemente.

Paralelamente, o sistema bancário, incentivado por altos juros, se tornou detentor da maioria da dívida que foi sendo emitida pelo Estado, para tentar reduzir o deficit.

No fim de 2019, os bancos não tinham liquidez suficiente para entregar os dólares para todos os depositários, e o sistema veio abaixo, fazendo com que as contas na moeda americana ficassem virtualmente bloqueadas.

As instituições tomaram algumas medidas, como permitir saques em libras libanesas, em câmbio superior ao oficial, em 1.500 libras para 1 dólar, o que está muito abaixo dos negócios realizados no mercado paralelo.

A moeda local, diante da grave crise dos últimos três anos, chegou a perder mais de 90% do valor. Ao mesmo tempo, quase 80% da população caiu na pobreza, em um contexto de desabastecimento de produtos básicos e inflação galopante.

*EFE

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