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Haddad critica tarifaço de Trump e acusa Bolsonaro pela decisão

Ministro da Fazenda acredita que a diplomacia brasileira irá reverter o aumento de 50%

Pleno.News - 10/07/2025 14h50 | atualizado em 10/07/2025 16h21

Fernando Haddad, ministro da Fazenda Foto: Washington Costa/MF

Nesta quinta-feira (10), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acusou a família Bolsonaro de gerar o aumento de 50% na tarifa aplicada pelo governo de Donald Trump aos produtos produzidos no Brasil que são vendidos para os Estados Unidos.

– A única explicação plausível para o que foi feito ontem, é porque a família Bolsonaro urdiu esse ataque ao Brasil. E com um objetivo específico, que é escapar do processo judicial que está em curso – disse o petista.

Haddad ainda acusou diretamente o deputado federal licenciado, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por estar nos EUA articulando sanções.

– A única explicação é de caráter político, envolvendo a família Bolsonaro. Isso não é uma acusação infundada que eu estou fazendo. O próprio Eduardo Bolsonaro disse a público que se não vier o perdão, as coisas tenderiam a piorar. Isso ele disse publicamente, fazendo todos nós acreditarmos, até porque não há outra explicação, de que esse golpe contra o Brasil, contra a soberania nacional, ele foi urdido por forças extremistas de dentro do país.

Em conversa com jornalistas, o ministro de Lula chegou a dizer que o tarifaço do líder norte-americano “é uma decisão eminentemente política” e que “não parte de nenhuma racionalidade econômica”, pois os Estados Unidos são superavitário em relação à América do Sul e ao Brasil.

Apesar disso, o ministro de Lula acredita que será possível reverter a decisão do governo Trump através da diplomacia.

– Eu não acredito que essa situação vai se manter. Primeiro, porque nós temos uma diplomacia reconhecida no mundo inteiro como uma das mais profissionais. O nosso Itamaraty sabe negociar, sabe sentar à mesa.

Em sua resposta, Haddad citou também a boa relação comercial entre os países e os interesses comuns, afirmando que o governo federal nunca deixou de negociar e manter canais de diálogo com o governo recém-eleito dos Estados Unidos.

– Os setores [que serão prejudicados como tarifaço] já estão procurando o presidente Lula, e eu quero crer que esse tiro no pé vai ser revertido, porque ele é insustentável – concluiu.

As informações são da Agência Gov.

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