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ONGs processam grupo francês por desmatamento

Grupo Casino se recusou a comentar a ação movida

Pleno.News - 03/03/2021 16h10 | atualizado em 03/03/2021 16h49

ONGs processam grupo francês por desmatamento no Brasil e na Colômbia Foto: Reprodução

Uma coalizão de ONGs moveu uma ação civil na França, nesta quarta-feira (3), contra o grupo francês Casino, que é acusado de vender carne de terras desmatadas na Amazônia brasileira e colombiana.

O grupo demandante, que também inclui organizações indígenas da Amazônia brasileira e colombiana, exige do Casino uma indenização de 3,25 milhões de euros (cerca de R$ 22,1 milhões) por danos ambientais e outros 10 mil euros (cerca de R$ 68,2 mil) por danos morais paga a cada uma das 11 organizações afetadas.

Também pede à empresa que implemente um maior controle na cadeia de abastecimento para saber a origem específica da matéria-prima que comercializa.

A ação, cujos promotores asseguram que é “inédita”, foi apresentada na cidade de Saint-Étienne (sudeste da França) por ser a sede da Grupo Casino, que controla a marca Pão de Açúcar no Brasil e o Éxito na Colômbia.

Da mesma forma, as ONGs explicaram que escolheram a França para beneficiar do quadro jurídico que impõe às empresas francesas a adoção de medidas de proteção do meio ambiente e dos direitos humanos.

– Como é possível que o Casino não consiga rastrear a origem de seus produtos no século 21, quando até conseguiu chegar a Marte? – questionou Boris Patentreger, da ONG francesa Envol Vert.

Ele deu declarações durante uma entrevista coletiva realizada, nesta quarta-feira.

De acordo com dados divulgados por outra ONG, a também francesa Sherpa, o grupo Casino poderia ter comprado regularmente carne de frigoríficos que fornecem gado de 592 fornecedores culpados por pelo menos 50 mil hectares de desmatamento entre 2008 e 2020, uma área cinco vezes maior do que a cidade de Paris.

Em comunicado enviado à Agência EFE, o grupo Casino se recusou a comentar a ação movida, embora tenha esclarecido que tanto a matriz quanto suas subsidiárias são guiadas por “práticas rígidas de controle sobre os fornecedores de carne bovina”.

– O grupo Casino, por meio de suas subsidiárias na América Latina, luta ativamente há anos contra o desmatamento associado à criação de gado no Brasil e na Colômbia, levando em consideração a complexidade das cadeias produtivas – afirmou.

Representantes da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e da Organização Nacional dos Povos Indígenas da Amazônia Colombiana (Opiac) também participaram do encontro com a imprensa.

O advogado Luiz Eloy, do povo Terena, denunciou em nome da Coiab que a atividade empresarial em terras indígenas, que é protegida pela legislação brasileira, “não leva em conta os direitos dos povos indígenas nem o meio ambiente.

*Com informações da Agência EFE

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