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Grupo armado é responsável pelo sequestro de missionários

400 Mawozo é um dos mais perigosos do Haiti

Pleno.News - 18/10/2021 09h46 | atualizado em 18/10/2021 10h02

Rua bloqueada em Porto Príncipe, no Haiti Foto: EFE/Jean Marc Havelard

O grupo armado 400 Mawozo, um dos mais perigosos do Haiti, é o responsável pelo sequestro, no sábado, de 17 pessoas, a maioria delas composta por missionários americanos e suas famílias, informou neste domingo (17) a imprensa dos Estados Unidos, citando fontes do país caribenho.

Fontes policiais citadas pelo The New York Times e por organizações haitianas mencionadas pelo The Washington Post atribuem o sequestro a esse grupo armado que há anos leva o terror aos subúrbios de Porto Príncipe e controla parte da cidade de Ganthier, onde aconteceu o crime.

Recentemente os criminosos passaram a concentrar suas ações em igrejas e direcionadas a grupos religiosos. Em abril, eles sequestraram 10 pessoas, incluindo vários religiosos, dois deles franceses, que foram libertados no final daquele mês – um caso que precipitou a renúncia do então primeiro-ministro haitiano Joseph Jouthe.

O grupo sequestrado ontem era composto por três crianças e 14 adultos, todos membros da associação de missionários Christian Aid Ministries, com sede no estado de Ohio, nos Estados Unidos.

Esta informação foi confirmada ao NYT por um membro dessa associação, Dan Hooley, que acrescentou que, dos sequestrados, 16 são americanos e um é canadense, e que dois dos menores são muito jovens, incluindo uma criança de dois anos de idade.

Na noite de sábado (16), o Christian Aid Ministries enviou uma mensagem de áudio que descreveu como um “alerta de oração” explicando que os missionários foram sequestrados enquanto voltavam para casa de ônibus, após visitar um orfanato em Fond Parisien, conforme relaram o The New York Times e o The Washington Post.

– Rezem para que os membros do grupo se arrependam e tenham fé em Jesus Cristo – dizia a mensagem de áudio enviada a outras organizações, acrescentando que o diretor da missão e a embaixada dos Estados Unidos estavam “trabalhando para ver o que pode ser feito”.

Um dos americanos sequestrados pediu ajuda em uma mensagem postada em um grupo do WhatsApp logo após o sequestro, disse ao Post uma fonte familiarizada com o ocorrido.

– Por favor, orem por nós! Eles nos fizeram reféns. Eles sequestraram nosso motorista. Rezem, orem, orem. Não sabemos para onde eles estão nos levando – dizia a mensagem.

Gédéon Jean, diretor do Centro Haitiano de Análise de Pesquisas de Direitos Humanos (CARDH), garantiu ao jornal de Washington que o “modus operandi” dos criminosos é “sequestrar carros e ônibus inteiros” e depois pedir “um preço para libertar os reféns”.

Questionada sobre o caso pela Agência Efe, uma porta-voz do Departamento de Estado dos EUA não confirmou a notícia do sequestro, algo que as autoridades haitianas também não fizeram diretamente.

– O bem-estar e a segurança dos cidadãos americanos no exterior é uma das maiores prioridades do Departamento de Estado – limitou-se a dizer a porta-voz dos EUA.

Os sequestros se tornaram comuns no Haiti desde o início de 2020, ocorrendo indiscriminadamente e afetando pessoas de qualquer natureza social, pois se tornaram fonte de financiamento para grupos armados que controlam vários bairros de Porto Príncipe e outras áreas do país.

*EFE

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