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Governo britânico estuda retirar ex-príncipe Andrew da sucessão

Andrew Mountbatten-Windsor ocupa oitava posição na sucessão pelo trono britânico

Pleno.News - 21/02/2026 08h39 | atualizado em 23/02/2026 18h14

Ex-príncipe Andrew Foto: EFE/EPA/JULIEN WARNAND

O governo trabalhista do Reino Unido estuda levar adiante uma lei que permita eliminar o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, da linha sucessória ao trono britânico, após ter sido detido e posteriormente libertado na última quinta-feira (19) sob suspeita de supostos vazamentos de informações sensíveis ao financista Jeffrey Epstein, que morreu em 2019.

Este seria o próximo passo lógico na já estrondosa queda do ex-príncipe que, depois de seu irmão ter lhe retirado todos os títulos e honrarias em outubro e o obrigado a abandonar sua mansão de Royal Lodge, tornou-se nesta quinta-feira – dia de seu 66° aniversário – o primeiro membro de alto escalão na história moderna da família real britânica a ser preso.

Para retirar Andrew da linha de sucessão ao trono britânico, onde atualmente ocupa o oitavo lugar, e evitar a possibilidade teórica de que algum dia pudesse vir a se tornar o monarca do Reino Unido, seria necessário introduzir uma legislação parlamentar, algo que o atual Executivo trabalhista de Keir Starmer estuda realizar.

O secretário de Estado britânico para a Defesa, Luke Pollard, confirmou neste sábado (21) no programa Any Questions, da emissora BBC Radio 4, que o governo britânico tem trabalhado com o Palácio de Buckingham nesses planos para impedir que o ex-príncipe possa estar “potencialmente a um passo do trono”.

O príncipe de Gales, William, como primogênito de Charles III, ocupa agora o primeiro lugar na linha sucessória ao trono britânico, seguido por seus três filhos, George, Charlotte e Louis, por ordem de nascimento. Seu irmão e filho mais novo de Charles III, o príncipe Harry, mantém o quinto lugar, seguido de seus dois filhos, Archie e Lilibet. Depois, no oitavo lugar, estaria atualmente Andrew.

Pollard disse esperar que a ação seja apoiada por todo o espectro de formações parlamentares, mas ressaltou que só seria “correto” fazê-lo uma vez concluída a atual investigação policial contra o irmão de Charles III, independentemente de qual seja o resultado da mesma.

O líder dos Liberais-Democratas britânicos, Ed Davey, opinou que, embora agora o mais importante seja deixar as autoridades trabalharem, a questão do ex-príncipe Andrew deverá ser tratada no Parlamento “quando for o momento oportuno”, pois naturalmente a monarquia britânica quer garantir que ele jamais possa ser rei.

Uma pesquisa recente da YouGov revelou que 82% dos britânicos consideram que aquele que foi o filho favorito da falecida rainha Elizabeth II deveria ser removido da linha de sucessão.

INVESTIGAÇÃO POLICIAL SEGUE EM CURSO
A polícia regional de Thames Valley, encarregada da investigação, prendeu Andrew Mountbatten-Windsor na quinta-feira em sua propriedade privada de Sandringham (leste da Inglaterra) e, após cerca de 11 horas de interrogatório, o libertou sob investigação por suposta conduta imprópria em cargo público, após supostos vazamentos de informações governamentais sensíveis por parte do ex-príncipe a Epstein.

As forças de ordem indicaram na última quinta terem concluído suas perícias na região inglesa de Norfolk, onde Andrew foi preso, mas continuam com as buscas em Royal Lodge, que foi a residência do ex-príncipe por décadas até que Charles III o obrigou a abandoná-la há algumas semanas, situada nas proximidades do Castelo de Windsor (arredores de Londres).

Nas primeiras horas deste sábado (21), diversos carros de polícia descaracterizados foram vistos novamente entrando na mansão de 30 quartos. A expectativa é que as buscas prossigam pelo menos até a próxima segunda-feira (23), de acordo com a imprensa britânica.

Em uma investigação paralela sobre as atividades de Epstein no Reino Unido, a Polícia Metropolitana de Londres afirmou nesta sexta (20) que está entrando em contato com agentes, reformados e na ativa, que possam ter servido como escoltas para o ex-príncipe Andrew, pedindo-lhes que compartilhem qualquer dado relevante sobre o que possam ter visto ou ouvido durante seu tempo de serviço.

A prisão de Andrew causou um profundo golpe na imagem da coroa britânica, embora seu irmão, o rei Charles III, tenha emitido um comunicado na última quinta para reiterar seu apoio às autoridades na investigação e pontuar que “a lei deve seguir seu curso”.

A ligação de Andrew com o chamado “Caso Epstein”, com quem compartilhou uma estreita amizade por décadas, abrange emails, supostos vazamentos e até mesmo sua possível participação em uma rede de tráfico sexual de menores coordenada pelo falecido financista americano.

O caso de maior repercussão é o da australo-americana Virginia Giuffre – falecida em 2025 -, que acusou judicialmente o ex-príncipe de ter mantido relações sexuais forçadas com ela quando era menor de idade, embora Andrew sempre tenha negado todas as acusações.

*EFE

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