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Fox News repercute condenação de casal por ensino domiciliar

Casal brasileiro conseguiu defesa instituto de direito internacional, a ADF International

Leiliane Lopes - 10/07/2026 18h59 | atualizado em 16/07/2026 18h17

Audato, Ieda Denardi e as filhas Foto: ADF International

A emissora norte-americana Fox News publicou nesta semana uma reportagem sobre a condenação de um casal de Jales (SP) por educar as duas filhas em casa. O caso ganhou destaque no site da empresa e levou a decisão da Justiça brasileira ao público internacional.

A reportagem apresenta primeiro a condenação dos pais e, em seguida, explica os detalhes do processo. O caso também ganhou repercussão fora do Brasil após a ADF International assumir a defesa da família e divulgar informações sobre a ação judicial.

Segundo a ADF International, um tribunal criminal de São Paulo condenou Audato e Ieda Denardi a 50 dias de prisão por “negligência intelectual”. A entidade afirma que a decisão considerou que o casal não seguiu um currículo aprovado pelo Estado ao optar pelo ensino domiciliar das filhas.

Ainda de acordo com a defesa, o tribunal apontou que o conteúdo estudado não incluía programas de educação sexual, gênero, tolerância e diversidade. A decisão também mencionou que as meninas demonstravam preferência por música religiosa e clássica, em vez de estilos populares como trap e sertanejo.

A advogada Isabel Monteiro afirmou que a condenação teve motivação ideológica. Os pais foram condenados em primeira instância, em abril, mas continuam em liberdade enquanto aguardam o julgamento do recurso, apontado pela defesa como o primeiro processo criminal desse tipo no país.

Os Denardi informaram à Fox News Digital que passaram a educar as filhas em casa em 2020, durante a pandemia de Covid-19. Em 2022, após oficializarem a saída das meninas da escola, relataram que passaram a receber visitas de agentes públicos e pressão para fazer uma nova matrícula.

Segundo a defesa, a família apresentou mais de 3 mil páginas de documentos para comprovar que as filhas recebiam educação adequada. Um psicólogo educacional independente também concluiu que as meninas apresentavam bom desenvolvimento social e acadêmico, levando o Ministério Público a defender a absolvição do casal.

Mesmo assim, o juiz manteve a condenação. Conforme a ADF International, a decisão afirma que os pais utilizaram as filhas em uma disputa ideológica ao optar por uma modalidade de ensino sem regulamentação específica no Brasil.

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