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FMI crê que recuperação dos EUA favorecerá América Latina

Projeção foi explicada nesta quinta-feira

Pleno.News - 15/04/2021 21h26 | atualizado em 16/04/2021 12h51

FMI crê que recuperação dos EUA favorecerá melhor cenário na América Latina Foto: Public Domain Pictures

O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que a recuperação dos Estados Unidos, a aceleração do ritmo da vacinação e a reabertura de alguns setores favoreçam um forte crescimento econômico na América Latina. A projeção foi explicada nesta quinta-feira (15) pelo diretor do FMI para o Hemisfério Ocidental, Alejandro Werner, em entrevista à Agência EFE.

– Estamos vendo um dinamismo muito importante no Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, com um avanço esperado de 6,4% este ano – disse Werner.

Ele deu declarações ao ser perguntado sobre quais fatores serão importantes para a recuperação da América Latina, cuja economia sofreu uma retração de 7% em 2020.

Werner concordou com a análise da economista-chefe do Fundo, Gita Gopinath, para quem as economias do Brasil e do México estarão entre as “principais beneficiárias” do pacote de estímulo fiscal lançado pelo presidente dos EUA, Joe Biden.

Ele afirmou que o ritmo de vacinação “começará a acelerar principalmente no segundo semestre do ano”, de acordo com sua previsão, o que permitirá realizar uma reabertura “mais ambiciosa” de certos setores da economia do que o esperado há alguns meses.

RENDA PER CAPITA
Apesar do progresso esperado para este ano na América Latina, a renda per capita da região não vai recuperar seu nível pré-pandemia antes de 2024, segundo o FMI.

– A renda per capita não voltará ao nível anterior à pandemia até 2024, o que causará perdas cumulativas de 30% em comparação com a tendência pré-pandemia – disse Werner.

De acordo com as previsões da instituição, a América Latina crescerá 4,6% em 2021, meio ponto percentual acima da estimativa feita em janeiro, embora, segundo Werner, a persistência da crise sanitária em muitos países “ofusque as perspectivas a curto prazo”.

PACTO COM ARGENTINA MAIS PRÓXIMO
Um dos países com o relacionamento mais próximo com o FMI nas últimas décadas tem sido a Argentina, que está em negociações para o refinanciamento de sua dívida de 44 bilhões de dólares (R$ 247 bilhões) com a instituição.

– Do ponto de vista técnico, não vejo nenhum impedimento para se chegar a um acordo relativamente rápido – afirmou Werner.

Ele explicou ainda que o pacto poderia ser fechado “antes das eleições legislativas” de outubro na Argentina, uma previsão semelhante à feita na semana passada pela diretora administrativa do FMI, Kristalina Georgieva.

O governo argentino havia estabelecido maio como data para a realização de um novo pacto, mas parece difícil manter esse objetivo, dado o pouco tempo restante e a falta de uma proposta detalhada.

Em relação aos níveis da dívida na região latino-americana, Werner ressaltou que o Brasil, cujo déficit público aumentou em janeiro até atingir o equivalente a 89,7% do PIB, enfrenta um “dilema”: apoiar a economia com políticas públicas, mas com o cuidado de não aumentar o endividamento.

*Com informações da Agência EFE

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