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Floyd: Juiz permite sentença mais longa para condenado

Quatro fatores agravantes contra o ex-policial Derek Chauvin foram considerados

Monique Mello - 12/05/2021 17h28 | atualizado em 13/05/2021 07h56

Ex-policial Derek Chauvin Foto: Reprodução/TV do Tribunal de Mineápolis

O juiz que supervisionou o julgamento do ex-policial de Minneapolis Derek Chauvin, condenado pela morte de George Floyd, decidiu nesta quarta-feira (12) que há quatro fatores agravantes no assassinato que permitem dar uma sentença de prisão mais longa.

Para o juiz Peter Cahill, os quatros fatores são: Chauvin abusou de uma posição de confiança e autoridade; tratou George Floyd com crueldade especial; crianças estiveram presentes durante o crime; e Chauvin cometeu o crime como um grupo, com a participação ativa de pelo menos três outras pessoas.

– A morte lenta de George Floyd ocorrendo ao longo de aproximadamente seis minutos de sua asfixia posicional foi particularmente cruel, pois o Sr. Floyd estava implorando por sua vida e obviamente aterrorizado pelo conhecimento de que ele provavelmente morreria, mas durante o qual o réu permaneceu objetivamente indiferente aos apelos do Sr. Floyd – escreveu Cahill.

Cahill escreveu sobre o quarto fator, dizendo que três ex-oficiais – Tou Thao, Thomas Lane e Alexander Kueng – estiveram ativamente envolvidos no incidente. No entanto, ele não fez nenhuma conclusão quanto à intenção ou conhecimento. Cada um dos oficiais se declarou inocente das acusações de cumplicidade com Chauvin.

A vulnerabilidade de Floyd também foi rejeitada pelo juiz, com a ressalva de que ele inicialmente resistiu à prisão. Cahill também determinou que restringir o ex-segurança na posição deitada não cria uma vulnerabilidade, mas sim o mecanismo real de sua morte.

O ex-policial Chauvin renunciou ao direito do júri de decidir os fatores agravantes, optando pelo juiz Cahill para fazê-lo. Ele se encontra detido na Instituição Correcional de Minnesota-Oak Park Heights, com a sentença marcada para 25 de junho.

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