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Ex-guarda debocha da família real e cita uso de cocaína entre soldados

Vídeo viralizou nas redes sociais

Pleno.News - 04/01/2023 15h24 | atualizado em 04/01/2023 16h37

Ex-guarda debocha da família real e relata uso de cocaína entre soldados Foto: Reprodução/Print de vídeo TikTok Jimmie straughan

Um ex-membro da Guarda Real britânica postou um vídeo de si mesmo enquanto trabalhava para a família real, em 2020, no qual debochava do trabalho e chamava a guarda de “inútil”. Jimmie Straughan, de origem escocesa, foi demitido do cargo em 2022 após ser pego em um teste antidrogas e denunciou para tabloides britânicos que o uso de cocaína é comum entre os soldados “entediados”.

Straughan postou na última segunda-feira (2), um vídeo antigo que mostra o ex-guarda mexendo com sua arma enquanto protegia a Rainha Elizabeth II, morta em setembro de 2022. No próprio vídeo ele diz que a rainha estava insatisfeita com seu trabalho e já havia feito reclamações sobre ele. Nas imagens é possível ver duas pessoas ao fundo do Castelo de Windsor, quem Straughan disse ser a rainha e seu passeador de cães.

– Atualmente estou do lado de fora do Castelo de Windsor. Deveria cuidar da família real. Atualmente estou olhando para dois patos, Eu me importo? Não – disse, no vídeo.

A gravação viralizou no Tik Tok e já acumula mais de 400 mil visualizações. Pela lei, guardas que registrarem imagens em serviço oficial ou da família real e suas propriedades cometem infração grave, com risco de expulsão.

@jimmiestraughan #queen #queensguard #redcoat #fyp #xyzbca #royal #royalfamily ♬ original sound – Jimmie straughan

Em entrevista para o MailOnline da Austrália, por onde tem viajado desde que foi demitido da guarda, o ex-soldado disse que não se arrepende do vídeo e fez apenas para aliviar o tédio do trabalho.

– Nunca fui pego gravando o vídeo da rainha passeando com seus cachorros com um lacaio, mas ela ligou para a sala da guarda e me denunciou por mau comportamento no posto – disse ele.

Straughan, que tinha 22 anos quando fez as filmagens, disse ao The Telegraph que nunca teve problemas por causa do vídeo.

– Nunca tive problemas por fazer o vídeo, mas sei que era completamente contra as regras. Apenas ter seu telefone com você em serviço é contra as regras.

Ele contou aos tabloides que acabou sendo demitido em março de 2022, após ser reprovado em um teste antidrogas. Segundo ele, o uso de cocaína era “desenfreado” entre alguns soldados, devido ao tédio por realizar tarefas cerimoniais.

– Ser expulso foi a melhor coisa que já me aconteceu. Quando você se junta ao Exército, lhe é vendido um sonho de viajar pelo mundo e ir a lugares emocionantes, mas quando estávamos em deveres cerimoniais, era simplesmente um inferno. Eu odiava quando tínhamos que ficar na frente dos turistas boquiabertos. Lembro-me de pensar comigo mesmo: “Sou um soldado de verdade ou apenas um quebra-nozes?” – disse ao MailOnline.

Ele denunciou que os soldados eram tratados de forma grosseira por superiores e até alguns membros da família real. Segundo Jimmie, os soldados ganham apenas um salário mínimo, mas precisam viver em Londres; o que impossibilita gastar o dinheiro na cidade devido ao custo de vida. O ex-guarda também relatou aborrecimento por ver colegas serem punidos por motivos pequenos, como olhar para o relógio no momento errado.

– Nós éramos os mais baixos dos baixos. Eu não era monarquista quando entrei para a Guarda, mas certamente não saí como tal. Em meus três anos no Exército, só conheci duas ou três pessoas que se descreveriam como monarquistas – disse.

Ao Telegraph, um porta-voz do Ministério da Defesa disse que estava ciente de um vídeo antigo que estava circulando nas redes sociais.

– Os soldados serão responsabilizados quando o uso da mídia social contrariar nossos valores e padrões ou causar descrédito ao Exército. Isso se aplica a todos os membros do Exército, em serviço, folga ou licença e pode resultar em ação administrativa ou disciplinar.

Mas uma fonte do ministério disse que a ação não pode ser tomada contra o ex-soldado especificamente, a menos que ele tenha cometido um crime sob a Lei de Segredos Oficiais, porque agora é um civil.

– Embora não possamos comentar sobre este caso específico, tomamos medidas disciplinares contra os soldados que deixaram o serviço onde ocorreu um crime e é do serviço ou do interesse público fazê-lo – disse o porta-voz.

Respondendo às alegações sobre o uso de drogas no quartel da guarda real, o porta-voz destacou que “o Exército não tolera o abuso de drogas dentro de suas guarnições e qualquer um pego traficando ou usando drogas pode esperar ser dispensado. Temos uma política de testes de drogas compulsórios para reforçar essa mensagem e prevenir seu uso”.

*AE

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