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Europa inicia flexibilização e tenta recuperar economia

Avanço da vacinação permite traçar novas estratégias para superar os estragos humanos e econômicos causados pela Covid-19

Pleno.News - 26/04/2021 16h16 | atualizado em 26/04/2021 16h38

Europa inicia flexibilização e tenta recuperar economia Foto: Reprodução

A Europa tenta voltar à normalidade com a retomada das aulas na França, a suspensão parcial das restrições na Itália e o anúncio da volta de turistas americanos a partir de junho aos países da União Europeia (UE). O avanço da vacinação permite traçar novas estratégias para superar os estragos humanos e econômicos causados pela Covid-19.

Diante de uma opinião pública cada vez mais relutante com as medidas que restringem sua liberdade de movimentos e atividades, alguns governos optam por flexibilizar as regras com cautela, no momento em que a situação sanitária mostra alguma melhora.

Este é o caso da Itália. O país reabriu nesta segunda-feira (26) as áreas externas de bares e restaurantes, assim como as salas de espetáculos, apesar do toque de recolher noturno a partir das 22 horas continuar em vigor.

– Finalmente! É o começo do retorno à normalidade, tomara que também acabem com o toque de recolher – afirmou Daniele Vespa, garçom de 26 anos do restaurante Baccano, perto da turística Fontana di Trevi de Roma, quase vazia no último ano, resumindo o sentimento de um dos setores mais afetados.

Cinemas, teatros e salas de concerto poderão receber público até 50% de sua capacidade.

O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, reconheceu que está assumindo um “risco calculado”, enquanto o país continua registrando a média de mais de 300 mortes diárias por Covid-19, embora os contágios e as hospitalizações tenham diminuído.

Além disso, o governo apresentou um colossal plano de 222,1 bilhões de euros (1,46 trilhão de reais) para estimular a economia, financiado em sua maior parte pela União Europeia (UE). A terceira maior economia da União Europeia perdeu quase um milhão de empregos e registrou uma queda de seu PIB de 8,9% em 2020.

Para obter o dinheiro inesperado, o governo italiano teve que elaborar um plano de gastos detalhado e, entre as prioridades, estão a reforma de boa parte das infraestruturas, uma verdadeira modernização do país, que inclui a renovação e construção de novas ferrovias, estradas e portos. Outro ponto importante será a transição ecológica, projetos de energia com hidrogênio e fontes renováveis, assim como a digitalização do país.

Depois de meses de restrições, entre a segunda e terceira ondas da Covid-19, com uma média de 300 a 500 mortes por dia, a Itália espera que as reaberturas sejam irreversíveis e representem o início de uma vida normal.

AULAS PRESENCIAIS
Na França, as crianças da educação infantil e do ensino fundamental voltaram às aulas após três semanas de fechamento das escolas. Essa é a primeira fase da reabertura escolar e representa um retorno de cerca de 6,5 milhões de alunos.

Esta reabertura, impulsionada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, desperta críticas por parte do corpo médico e de alguns professores. Os alunos de ensino médio voltarão às aulas no dia 3 de maio, quando cerca de 5,7 milhões de estudantes retornarão às atividades presenciais.

Segundo afirmou Macron, o retorno à escola ajudaria a combater a desigualdade social, permitindo que os pais que lutam para pagar por creches voltem a trabalhar.

CAUTELA
Um sinal de que a Europa ainda está longe da situação pré-pandêmica, a festa de São Firmino de Pamplona (norte da Espanha), conhecida pelas corridas de touros e que atrai milhares de turistas, foi suspensa pelo segundo ano consecutivo, anunciou o prefeito.

No mundo, os países, afetados economicamente pelo vírus, buscam impulsionar as viagens internacionais, mas esses tipo de “bolhas” tiveram um sucesso limitado até agora.

A União Europeia (UE) anunciou que os turistas americanos vacinados poderão viajar para o bloco a partir de junho.

Em entrevista ao New York Times, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse no domingo (25) que a retomada das viagens será facilitada pelo fato de os americanos terem aprovado os mesmos imunizantes que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

O ritmo acelerado da vacinação nos EUA e as negociações avançadas entre americanos e europeus para a implantação de um certificado de vacinação, como prova de imunidade para os turistas, segundo Ursula, foram fundamentais para Bruxelas recomendar a mudança na política de viagens.

Até agora, viagens não essenciais para a UE foram oficialmente proibidas, com exceção de visitantes de uma pequena lista de países com um número muito baixo de casos de coronavírus, incluindo Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul.

*Estadão

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