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EUA: Funcionários de hospital preferem demissão a se vacinar

"Não achava que meu trabalho valesse minha vida", disse uma enfermeira da Carolina do Norte

Monique Mello - 04/10/2021 14h27 | atualizado em 04/10/2021 14h48

Protesto contra a vacinação obrigatória em Nova Iorque Foto: EFE / EPA / JUSTIN LANE

Cerca de 150 funcionários do Hospital Metodista de Houston (Houston Methodist), nos Estados Unidos, foram demitidos ou pediram demissão por não cumprirem a exigência de se vacinar contra a Covid-19.

O hospital localizado no estado do Texas foi o primeiro grande sistema de saúde dos EUA a exigir a vacinação. Nova Iorque e Califórnia estão entre os estados que exigem vacinas dos profissionais de saúde. Cerca de 25 mil outros funcionários do sistema hospitalar cumpriram a exigência.

A enfermeira Jennifer Bridges, de 39 anos, enquadra-se no grupo dos que preferiram a demissão à vacina.

– Nunca me senti tão forte com nada – disse Bridges, que trabalhou no hospital por oito anos.

No mesmo dia em que se desligou do Houston Methodist, Bridges começou o treinamento para seu próximo emprego em uma empresa privada de enfermagem que não exige a vacinação compulsória. Para ela, a alta demanda por enfermeiras significava que ela poderia recusar a vacina sem sacrificar a segurança financeira.

Jennifer Bridges Foto: Reprodução/BBC News

A enfermeira Katie Yarber, de 35 anos, também se beneficiou da alta demanda em sua área de atuação e encontrou um emprego depois de deixar o Houston Methodist.

Com 14 anos de trabalhos prestados ao hospital, Yarber diz não se arrepender de sua decisão. Sua recusa à vacina foi por convicções religiosas, que foram rejeitadas pelo hospital. Ela também desconfia de possíveis efeitos colaterais de longo prazo.

O Houston Methodist Hospital diz ser uma “responsabilidade sagrada” proteger os pacientes e que esta é uma das razões da vacinação obrigatória.

– Tem existido um movimento real e organizado para minar as vacinas. E elas são a razão pela qual vivemos até os 70 e muitos anos agora, e não até os 50 – afirma Marc Boom, presidente da instituição.

Carolyn Euart, de 56 anos, tinha uma carreira ainda mais longeva no hospital do qual se desligou: 24 anos. Ela trabalhou como coordenadora de serviços ao paciente no Novant Health, uma rede de hospitais da Carolina do Norte. Antes ela planejava se aposentar no hospital, agora está considerando abrir uma loja de doces.

– Eu precisava do emprego, mas não achava que meu trabalho valesse minha vida – disse Euart em entrevista à agência Reuters.

De acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, cerca de 77% dos adultos receberam pelo menos uma dose da vacina nos Estados Unidos.

 

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