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EUA exigem que a Nicarágua liberte “todos os presos políticos”

Ao menos 62 opositores e críticos do governo de Daniel Ortega continuam presos

Leiliane Lopes - 05/12/2025 21h54 | atualizado em 12/12/2025 18h02

Daniel Ortega, ditador da Nicarágua Foto: EFE/Jorge Torres

Os Estados Unidos exigiram nesta sexta-feira (5) ao governo da Nicarágua, liderado pelo casal de copresidentes Daniel Ortega e Rosario Murillo e o qual classificaram como uma “ditadura”, a libertação imediata de “todos os presos políticos” e advertiram que “estão vigiando”.

– Nestas festas, muitos nicaraguenses verão em suas mesas lugares vazios onde deveriam estar seus entes queridos, mulheres e homens detidos injustamente ou desaparecidos arbitrariamente pela ditadura Murillo-Ortega – disse o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA na rede social X.

– Sua dor e incerteza são um lembrete diário da desumanidade do regime. Libertem já todos os presos políticos nicaraguenses. Os EUA estão vigiando – exigiu o escritório vinculado ao Departamento de Estado.

Ao menos 62 opositores e críticos do governo da Nicarágua continuam nas prisões do país, incluindo 18 idosos e 28 em condição de “desaparecimento forçado”, denunciou nesta quinta (4) o Mecanismo para o Reconhecimento de Pessoas Presas Políticas, cujos dados são endossados pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Entre os presos estão o ex-comandante da revolução sandinista Henry Ruiz, confinado em sua casa pela Polícia da Nicarágua desde 8 de março, assim como o antigo assessor de Ortega e general aposentado Álvaro Baltodano Cantarero.

Também estão presos os líderes indígenas Brooklyn Rivera Bryan, Steadman Fagoth Müller e Nancy Elizabeth Henríquez, que fazem parte dos 18 idosos, e os militares aposentados Carlos Brenes, Víctor Boitano, Aníbal Rivas Reed e Eddie Moisés González Valdivia, entre outros.

A mensagem do escritório vinculado ao Departamento de Estado, que no passado condenou a prisão de dissidentes e guardas florestais comunitários na Nicarágua, foi feita uma semana depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país centro-americano, assim como Cuba e Venezuela, foi tomado por “narcoterroristas”.

Em fevereiro, o secretário de Estado Marco Rubio classificou a Nicarágua, junto com Cuba e Venezuela, como “inimigos da humanidade” e afirmou que o governo sandinista “se tornou uma dinastia familiar com uma copresidência que basicamente tentou eliminar a Igreja Católica, tudo o que é religioso e tudo o que possa ameaçar o poder desse regime”.

*EFE

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