1ª vez: EUA executam condenado que tinha desfibrilador
Caso aconteceu no Tennessee
Pleno.News - 05/08/2025 20h44 | atualizado em 06/08/2025 12h02

Nesta terça-feira (5), autoridades do estado do Tennessee, nos Estados Unidos, executaram, pela primeira vez, com uma injeção letal, um condenado que tinha um desfibrilador implantado no coração. A medida ocorreu apesar de denúncias de advogados e organizações civis sobre um possível agravamento do sofrimento do condenado.
O Departamento Penitenciário do Tennessee realizou a execução no Instituto de Máxima Segurança Riverbend, em Nashville.
Na segunda-feira (4), a Suprema Corte dos EUA e o governador do Tennessee, Bill Lee, rejeitaram pedidos de clemência dos defensores para intervir no caso de Byron Black, um homem de 69 anos que assassinou em 1988 a namorada, Angela Clay, e as duas filhas dela, de 9 e 6 anos.
A defesa pediu que o desfibrilador fosse removido por temer que o aparelho causasse choques repetidos e agravasse o sofrimento do homem, que estava em cadeira de rodas e sofria de demência e problemas cardíacos, de acordo com a organização Death Penalty Information Center.
O pedido de clemência também explicitou que a execução seria “a primeira de uma pessoa com deficiência no Tennessee na era moderna da pena de morte”.
– Seu cérebro e seu corpo continuam se deteriorando rapidamente. Ele não é absolutamente uma ameaça para ninguém. O fato de este tribunal ter fechado as portas ao pedido justificado com base na deficiência intelectual não só é inconstitucional, como também é desumano – disse a advogada Kelley Henry ao portal de notícias The Intercept.
Com Black, já são 28 criminosos executados nos EUA até agora em 2025, superando os 26 de todo o ano de 2024 e sendo o número mais alto dos últimos cinco anos, de acordo com o Death Penalty Information Center.
O aumento deste ano é atribuído em particular à Flórida, que concentra quase uma em cada três execuções, um total de nove, e planeja realizar mais duas em agosto: no dia 19, a de Kayle Bates, que esfaqueou uma mulher de 24 anos, e no dia 28, a de Curtis Windom, que matou três pessoas no condado de Orange.
*Com informações da Agência EFE
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