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EUA dizem à Polônia que não apoiam envio de aviões à Ucrânia

País havia oferecido caças aéreos para que Otan equipasse a Ucrânia

Pleno.News - 09/03/2022 21h34 | atualizado em 09/03/2022 21h46

Avião de guerra MiG-29 é importante caça aéreo Foto: EFE/EPA/Sergei Ilnitsky

O secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, afirmou nesta quarta-feira (9) ao seu homólogo polonês, Mariusz Blaszczak, que não apoia a transferência de aviões de guerra da Polônia às forças dos Estados Unidos na Europa para que possam ser enviados para a Ucrânia.

O porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, John Kirby, disse em entrevista coletiva que Austin conversou por telefone com Blaszczak e agradeceu a ele “pela disposição da Polônia de continuar procurando maneiras de ajudar a Ucrânia”.

No entanto, Kirby ressaltou que “atualmente não apoiamos a transferência de mais aeronaves de combate para a Força Aérea ucraniana e, portanto, não desejamos vê-las sob nossa custódia”.

Na terça-feira (8), o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Zbigniew Rau, anunciou que a Polônia estava “preparada” para entregar seus jatos MiG-29 de fabricação russa “de forma imediata e gratuita” às forças americanas na base aérea de Ramstein, na Alemanha, em troca de um equivalente número de aeronaves F-16 usadas, de fabricação americana.

Ao saber desta oferta, que descreveu como um “movimento surpresa”, Kirby declarou ontem em um comunicado que aceitar tal proposta levantaria “sérias preocupações para toda a aliança atlântica” e concluiu que a operação não é “sustentável”.

O porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA acrescentou hoje que os EUA rejeitam esta medida porque, com base em relatórios de inteligência, a transferência desses aviões para a Ucrânia pode ser entendida pela Rússia como uma provocação e resultar em “uma reação russa significativa, que poderia aumentar as perspectivas de uma escalada militar com a Otan”.

Outro dos motivos de Kirby é a crença dos EUA de que a melhor maneira de ajudar a Ucrânia é fornecer as armas e os sistemas necessários para derrotar a Rússia, especificamente defesas anti-blindados e antiaérea.

– Juntamente com outras nações, continuamos enviando essas armas para eles e sabemos que estão sendo usadas com grande efeito: retardaram o avanço russo para o norte e a disputa pelo espaço aéreo da Ucrânia é prova disso – detalhou Kirby.

O porta-voz enfatizou que, embora as capacidades aéreas da Rússia sejam significativas, sua eficácia foi limitada por sistemas de defesa antiaérea, como mísseis guiados terra-ar portáteis conhecidos como MANPADS.

Outra das razões apontadas por Kirby foi o fato de a Força Aérea ucraniana já possuir vários esquadrões capazes de realizar missões completas.

– Estimamos que adicionar a aviação ao inventário da Ucrânia provavelmente não resultará em qualquer mudança significativa na eficácia da Força Aérea ucraniana em relação às capacidades russas – declarou.

Kirby opinou ainda que existem alternativas que podem ser mais úteis para as Forças Armadas ucranianas.

– Estamos trabalhando com outros aliados e parceiros em todo o mundo que podem ter capacidades e sistemas de defesa aérea adicionais que possam estar dispostos a fornecer à Ucrânia – disse Kirby.

Nesse sentido, especificou que o possível fornecimento de mais mísseis terra-ar, que, segundo lembrou, os ucranianos são treinados para usar, faz parte dessas discussões.

*EFE

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