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EUA criticam China por falta de transparência no início da Covid

Para secretário de Estado americano, falta de informações em tempo real contribuiu para a rápida disseminação do vírus

Pleno.News - 11/04/2021 17h57 | atualizado em 11/04/2021 18h11

Antony Blinken Secretário de Estado americano
Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano Foto: Reprodução

O Secretário de Estado americano, Antony Blinken, criticou neste domingo (11) a falta de transparência da China no início da pandemia da Covid-19, que ele disse ter contribuído para a rápida disseminação do coronavírus.

– Acho que a China sabe que nos estágios iniciais da Covid-19, não fez o que precisava fazer, que era, em tempo real, dar acesso a especialistas internacionais, compartilhar informações em tempo real e proporcionar verdadeira transparência – declarou Blinken em uma entrevista à emissora de televisão NBC.

O diplomata norte-americano prosseguiu:

– Um dos resultados desse fracasso foi que o vírus se descontrolou mais rapidamente e com, acredito eu, resultados muito mais atrozes do que teria acontecido de outra forma.

É por isso que Blinken insistiu no fortalecimento do sistema de saúde global, incluindo a reforma da Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar outra situação do tipo. Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia em números absolutos, com mais de 560 mil mortes.

Entretanto, nas últimas semanas, o processo de vacinação acelerou, com mais de 3 milhões de doses por dia, e espera-se que 90% da população esteja imunizada até junho. Atualmente, os EUA têm mais de 70 milhões de pessoas inoculadas ao menos com uma dose, ou seja, 21,5% dos habitantes.

Uma equipe de epidemiologistas da OMS foi a Wuhan, na China central em janeiro para investigar a origem do novo coronavírus. A Covid-19 já causou mais de 135 milhões de infecções e mais de 2,9 milhões de mortes em todo o mundo.

Até agora, a ciência determinou que a origem era zoonótica – transmitida a humanos por outras espécies – e que os primeiros casos ocorreram em Wuhan, mas informações precisas sobre o começo da pandemia ainda são desconhecidas.

*EFE

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