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EUA consideram que a Rússia prepara uma invasão à Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o dos EUA, Joe Biden, irão conversar sobre a tensão na fronteira com a Ucrânia

Pleno.News - 06/12/2021 16h23 | atualizado em 06/12/2021 17h24

Putin e Biden
Putin e Biden irão conversar tensões na fronteira com a Ucrânia Foto: EFE/EPA/Denis Balibouse/POOL

O governo americano está se preparando para impor sanções e outras medidas contra a Rússia, se este país decidir invadir a Ucrânia, disse na sexta-feira (3) a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, em meio à suspeita de que o Kremlin se prepara para um conflito na fronteira.

Psaki afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, está tomando medidas que lhe permitirão invadir o país vizinho.

– É por isso que queremos estar preparados em uma área sobre a qual expressamos sérias preocupações – declarou.

Segundo a porta-voz, os EUA se preparam para telefonar para Putin nos próximos dias, para discutir a questão.

O presidente norte-americano, Joe Biden, prometeu dificultar a realização de uma ação militar na Ucrânia, dizendo que seu governo está montando um conjunto abrangente de iniciativas para conter uma possível agressão russa.

– O que estou fazendo é reunir o que acredito ser o conjunto mais abrangente e significativo de iniciativas para tornar muito, muito difícil para Putin ir em frente e fazer o que as pessoas temem que ele possa fazer – disse Biden.

TROPAS
Os alertas americanos vêm em meio à crescente preocupação com o aumento de tropas russas na fronteira com a Ucrânia e com a retórica cada vez mais belicosa do Kremlin.

Segundo uma matéria publicada na CNN, com base nos depoimentos de duas fontes familiarizadas com os últimos relatórios de inteligência americanos, as forças russas já têm capacidade para uma invasão rápida e imediata.

De acordo com as fontes, a Rússia teria construído linhas de abastecimento e unidades médicas e de combustível. Os equipamentos que estão na região poderiam abastecer forças da linha de frente de sete a dez dias e outras unidades de apoio por até um mês.

À CNN, o deputado democrata Mike Quigley, de Illinois, que faz parte do Comitê de Inteligência da Câmara, disse acreditar que a Rússia está posicionada para invadir a Ucrânia “quando quiser”.

ESCALADA
Desde novembro, o governo ucraniano e seus aliados ocidentais alertam para um reforço das tropas russas na fronteira com a Ucrânia e a possibilidade de uma invasão durante o inverno (no Hemisfério Norte).

A Rússia – que anexou a Península da Crimeia da Ucrânia em 2014 – nega que esteja preparando um ataque e culpa Washington pelo aumento das tensões na região.

O Kremlin também acusa o governo de Kiev de “provocações” em seu conflito de anos com separatistas pró-Rússia em duas regiões do leste do país.

CONVERSA
Os presidentes Joe Biden e Vladimir Putin irão conversar por telefone nesta terça-feira (7), enquanto as tensões entre Estados Unidos e Rússia se intensificam diante de um aumento de tropas russas na fronteira com a Ucrânia, considerado um sinal de possível invasão. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou no sábado (4) a chamada e disse que acontecerá à tarde.

Moscou insiste que Washington garanta a não admissão da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Enquanto isso, membros da inteligência dos Estados Unidos declararam, na semana passada, que a Rússia reuniu aproximadamente 70 mil soldados na fronteira com a Ucrânia e começou a planejar uma possível invasão a partir do próximo ano, segundo um funcionário do governo de Biden que falou sob condição de anonimato, por não estar autorizado a discutir publicamente o assunto.

O número de soldados, no entanto, pode chegar a até 175 mil.

Os riscos de que Putin proceda com essa invasão seriam enormes. Funcionários federais e ex-diplomatas americanos afirmam que, mesmo que o presidente russo claramente se prepare para uma possível invasão, o exército ucraniano atualmente está mais bem armado e preparado do que no passado. Além disso, as sanções que o Ocidente ameaça impor afetariam seriamente a economia russa.

*AE

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