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EUA atacam alvos militares iranianos no Estreito de Ormuz

Forças americanas afirmam que ação visa degradar capacidades militares iranianas no Estreito de Ormuz

Pleno.News - 15/07/2026 10h27 | atualizado em 15/07/2026 13h55

Navios no Estreito de Ormuz Foto: Carla Ocampo/ Wikimedia Commons/ Free domain

O Exército dos Estados Unidos informou, nesta quarta-feira (15), que realizou uma nova série de ataques contra alvos militares iranianos que “debilitaram ainda mais a capacidade” do Irã de atacar o Estreito de Ormuz, via por onde transita cerca de 25% do comércio marítimo mundial de petróleo.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) detalhou, na rede social X, que a operação começou hoje às 7h30, no horário do leste dos EUA (8h30 de Brasília), e se estendeu por 90 minutos.

Durante a ofensiva, as forças americanas utilizaram munições de precisão contra sistemas de defesa costeira e depósitos e plataformas de lançamento de mísseis de cruzeiro localizados na ilha de Grande Tunb, no Golfo Pérsico.

– Os ataques debilitaram ainda mais a capacidade do Irã de atacar o tráfego marítimo comercial no Estreito de Ormuz – destacou o Centcom, que tem sede no centro da Flórida.

Paralelamente, o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) acusou hoje o Irã de arrastar todo o Oriente Médio para o caos devido aos seus ataques contra os países árabes vizinhos, membros dessa aliança política e econômica, bem como contra a Jordânia.

Os Estados do CCG (Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã), além da Jordânia, são todos aliados dos EUA e abrigam em seus territórios ou águas bases ou presença militar americana, sendo que alguns deles possuem acordos de defesa assinados com Washington.

Nesta terça (14), as Forças Armadas dos Estados Unidos restabeleceram o bloqueio aos navios que transitam de e para o Irã pelo Estreito de Ormuz e lançaram uma nova onda de bombardeios.

Os ataques ocorrem após a intensificação do conflito desde a semana passada, quando o presidente americano, Donald Trump, deu por encerrado o acordo-quadro de cessar-fogo assinado em 17 de junho com a república islâmica, acusando Teerã de manter as agressões contra embarcações em Ormuz.

Na segunda (13), Trump anunciou o restabelecimento do bloqueio naval e que Washington cobraria uma taxa de 20% para proteger os navios que cruzam o estreito, embora na terça-feira tenha recuado dessa medida, afirmando que a substituirá por acordos comerciais e de investimento com os Estados do Golfo.

A escalada, iniciada há sete dias com confrontos em Ormuz, espalhou-se pelo Oriente Médio com três noites de bombardeios sobre o Irã e a resposta iraniana com ataques na região.

O Centcom lembrou que, durante o bloqueio anterior, entre 13 de abril e 18 de junho, os EUA desviaram mais de 140 navios, interceptaram nove embarcações que desobedeceram às ordens e facilitaram a passagem de mais de 50 navios com ajuda humanitária.

*EFE

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