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Estudante da USP que foi para guerra na Ucrânia está morto

Pleno.News - 17/04/2026 15h42

Igor de Aguiar Amazonas Foto: Reprodução/ Redes sociais
Um estudante de Direito da USP que encontrava-se desaparecido após ir para a Ucrânia defender o país na guerra contra a Rússia morreu. Identificado como Igor de Aguiar Amazonas, o brasileiro recebeu o status de “desaparecido em combate” pelas autoridades ucranianas, que notificaram a Embaixada do Brasil em Kiev sobre a situação, mas a família do menino confirmou sua morte.

O Itamaraty está em contato com a família do brasileiro, a quem presta assistência consular, informou o Ministério das Relações Exteriores, por meio de nota.

O grupo de extensão Nexo Governamental XI de Agosto, ligado à Faculdade do Largo São e Francisco e do qual Igor fazia parte, publicou uma nota de pesar em que afirma que o rapaz está morto.

– O Nexo Governamental XI de Agosto lamenta o falecimento do seu antigo membro Igor de Aguiar Amazonas, aluno de Direito da Universidade de São Paulo, e manifesta sua solidariedade irrestrita à família e aos amigos – diz o texto.

A USP informou que não vai se manifestar por ora porque não tem uma informação oficial.

A fundadora e presidente do Nexo Governamental XI de Agosto, Liliane Castro, de quem Igor era próximo, contou que o jovem viajou à Ucrânia entre o final de março e começo de abril.

Sua motivação para ser um dos combates no conflito, segundo ela, vinha da vontade de “mudar o mundo”.

Liliane lembra que nos primeiros dias de estada Ucrânia, o estudante era ativo na internet e costumava conversar com os demais membros grupo para relatar a rotina em meio à guerra.

– E do nada (ele) parou de responder. Nisso, um membro que era muito próximo dele e conhecia a família, contatou a irmã dele para ver se estava tudo bem. E ela infelizmente nos comunicou sobre o falecimento. Ficamos muito abalados – disse a amiga.

Segundo ela, a interrupção brusca na comunicação também chamou atenção dos parentes de Igor.

– Quando ele parou de responder e também de receber as mensagens, a família contatou brasileiros que estavam lá e eles disseram que ele faleceu.

Em uma página com orientações sobre a participação em conflitos armados em outros países, o Itamaraty aponta que tem sido registrado aumento no número de brasileiros que perdem suas vidas em nessas situações.

Afirma ainda que a assistência consular pode ser limitada pelos termos dos contratos assinados entre os alistados e as forças armadas de terceiros países.

– Nesse sentido, recomenda-se fortemente que convites ou ofertas de trabalho ou de participação em exércitos estrangeiros sejam recusadas – diz o Ministério das Relações Exteriores.

*AE

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