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Estados Unidos preparam sanções contra a Bielorrússia

Medida será tomada após o desvio de um avião que resultou na prisão de um opositor político

Pleno.News - 30/05/2021 18h35 | atualizado em 30/05/2021 19h58

Estados Unidos preparam sanções contra a Bielorrússia Foto: Roman Koester/Unsplash

Os Estados Unidos planejam implementar uma série de sanções contra Belarus (Bielorrússia), após o desvio de um voo da Ryanair no último domingo (23) que resultou na prisão de um opositor político em Minsk.

Além das medidas já anunciadas nas últimas semanas, a Casa Branca informou que elabora com a União Europeia (UE) uma lista de sanções seletivas contra membros-chave do regime de Lukashenko.

– O desvio forçado, sob falsos pretextos, de um voo comercial que circulava entre dois Estados membros da União Europeia, e a prisão do jornalista Roman Protasevich constituem um desafio direto às normas internacionais – declarou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

As sanções econômicas contra nove estatais de Belarus, que voltaram a ser impostas em abril, após a repressão a manifestantes pró-democracia, entrarão em vigor em 3 de junho.

Após as disputadas eleições de 2006, Washington proibiu qualquer transação com essas empresas, sanção levantada em 2015 pelo Tesouro americano, após alguns avanços.

A Casa Branca emitiu um alerta desaconselhando seus cidadãos a viajar para Belarus. Também confirmou que o Departamento de Justiça, incluindo o FBI, investiga o incidente, em cooperação com pares europeus.

A União Europeia estuda a possibilidade de aplicar sanções contra Belarus, indicou na quinta-feira o chefe da diplomacia do bloco, Josep Borrell.

Em uma clara demonstração de apoio ao regime de Lukashenko, Putin o recebeu na sexta-feira na cidade de Sochi. Putin elogiou os resultados concretos da reaproximação com Belarus.

“Estamos construindo uma união mais forte (…) Estamos avançando continuamente nessa direção e esse trabalho já está produzindo resultados concretos para nossos cidadãos – declarou Putin.

No domingo, Belarus desviou um voo entre Atenas e Vilna para Minsk, medida que, segundo as autoridades do país, foi necessária devido ao alerta de bomba que receberam e que culminou na prisão de um jornalista dissidente que viajava no avião. Para a UE, que imediatamente pediu às companhias aéreas que evitassem o espaço aéreo do país, o alerta de bomba foi uma farsa.

Desde o ano passado, a pressão da oposição contra Lukashenko aumentou depois de denúncias de fraudes eleitorais.

*Estadão

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