Espanha nega convite para participar do Conselho da Paz
A falta de um representante da Palestina foi um dos motivos
Pleno.News - 24/01/2026 12h17 | atualizado em 27/01/2026 10h45

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou nesta sexta-feira (23), em Bruxelas, que o país não vai participar do Conselho de Paz criado por Donald Trump. A decisão foi comunicada após reunião extraordinária do Conselho Europeu.
– Agradecemos o convite, mas recusamos participar do Conselho de Paz proposto pelo governo dos EUA.
Sánchez afirmou que o governo espanhol optou por não integrar o novo órgão por considerar que a iniciativa está fora da estrutura da ONU e não respeita o sistema multilateral.
– É evidente que este Conselho está fora da estrutura das Nações Unidas e, aliás, não incluiu a Autoridade Palestina.
Segundo ele, o futuro de Gaza e da Cisjordânia deve ser decidido por israelenses e palestinos, por meio do diálogo e com base na solução de dois Estados, além da garantia de ajuda humanitária.
O premiê ressaltou que a recusa não significa abandono do compromisso com a paz. De acordo com Sánchez, a Espanha atua nesse campo há cerca de 30 anos, desde a Cúpula de Barcelona.
Durante a semana, Trump criticou a Espanha por não elevar os gastos com defesa para 5% do PIB. Sánchez rebateu e disse que o país já triplicou os investimentos no setor, com cerca de 34 bilhões de euros por ano.
O líder espanhol declarou ainda que não pretende ampliar despesas militares em prejuízo de áreas como saúde, educação e políticas sociais.
Sánchez também criticou a postura internacional do governo dos Estados Unidos e afirmou que há desrespeito ao direito internacional, o que estaria tensionando a relação entre EUA e União Europeia.
– E a realidade é que a administração dos Estados Unidos não está respeitando o direito internacional e está tensionando a relação transatlântica entre os Estados Unidos e a União Europeia como nunca antes – completou.
Por fim, o premiê defendeu mais união política entre os países europeus e afirmou que a Europa deve se proteger de ameaças externas, sem aceitar pressão ou subserviência.
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