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Empresa investe R$ 80 milhões para ressuscitar mamute extinto

Espécie poderia auxiliar no combate às mudanças climáticas

Thamirys Andrade - 14/09/2021 16h33 | atualizado em 14/09/2021 16h57

mamute
Mamutes são conhecidos por suas presas longas e invertidas Foto: Pixabay

A empresa de biociência e genética Colossal anunciou na última segunda-feira (13) um investimento de 15 milhões de dólares (mais de R$ 78 milhões) para realizar um projeto para lá de audacioso: trazer de volta à vida os mamutes-lanosos, extintos há 10 mil anos.

Com suas presas longas e invertidas, esses animais habitavam nas áreas mais frias do planeta, devido ao seu pelo grosso e ao seu sangue quente, e se alimentavam de plantas dessas regiões.

A ideia dos cientistas para trazê-los de volta à vida é inserir parte do material genético dos mamutes em células de elefantes asiáticos, que possuem 99,6% de semelhança com a espécie extinta. Para tal, os pesquisadores usariam uma célula de elefante com o núcleo removido e, no lugar deste, colocariam um núcleo híbrido com o DNA de mamutes e elefantes.

Os filhotes híbridos não teriam mães, pois nasceriam de úteros artificiais. Eles desenvolveriam pelos e camadas grossas de gordura, capazes de suportar os 40° negativos de seu habitat.

POR QUÊ?
O empenho milionário não visa apenas demonstrar o avanço científico, mas um bem ainda maior: ajudar a combater as mudanças climáticas. Acontece que os mamutes desempenhavam um papel fundamental para evitar o derretimento do chamado “permafrost”, a porção congelada do solo do norte do planeta, que está derretendo em ritmos alarmantes.

O degelo do permafrost é preocupante, pois esse solo possui quase dois trilhões de toneladas de carbono em gases do efeito estufa, que irão parar na atmosfera caso ocorra o derretimento. Além disso, estima-se que doenças causadas por vírus e bactérias congeladas há milhares de anos no solo podem retornar à vida após o derretimento e causar diversos surtos.

Os mamutes, porém, seriam capazes de ajudar a reverter esse quadro. Durante a Era do Gelo, esses animais mantinham as pastagens sem árvores e em contato com a neve, o que favorecia o congelamento do solo.

Atualmente, porém, esse espaço está repleto de musgos e coníferas, o que atrapalha o resfriamento. O retorno dos mamutes, por sua vez, poderia restaurar a vegetação original das tundras, combater os musgos que atualmente cobrem o permafrost, e, assim, contribuir para que os perigos escondidos neste solo permaneçam congelados.

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