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Em meio a protestos, Equador decreta toque de recolher

Manifestações acontecem por conta do fim do subsídio aos combustíveis

Paulo Moura - 09/10/2019 07h36 | atualizado em 09/10/2019 07h46

Manifestantes protestam nas ruas do Equador Foto: EFE/José Jácome

Em uma escalada dos protestos que ocorrem há seis dias no Equador, manifestantes invadiram por um curto período a Assembleia Nacional do país, em Quito. A invasão, nesta terça (8), foi precedida pelo anúncio, na noite anterior, da transferência da sede do governo para Guayaquil, cidade costeira a cerca de 400 km da capital.

Horas depois de os policiais retirarem o grupo do Parlamento, o presidente equatoriano, Lenín Moreno, decretou toque de recolher noturno em áreas ao redor de prédios públicos.

A medida vale entre as 20h e 5h (horários locais). Em comunicado, o governo do Equador explica que o toque de recolher restringe a liberdade de locomoção perto de sedes de organizações do Estado e de outras que o Comando Conjunto das Forças Armadas definirem.

O atual presidente do país, Lenín Moreno, acusa seu antecessor, Rafael Correa, de tentar um golpe de Estado contra seu governo e se aproveitar de setores indígenas para inflamar as manifestações.

Assim como Moreno, o Brasil e mais seis países latinos responsabilizam o ditador venezuelano, Nicolas Maduro, de ter influência na crise política que se instalou no Equador. Em nota publicada no site do Itamaraty, os governos de Argentina, Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Paraguai e Peru culpam o regime de Maduro por tentar “desestabilizar” a democracia equatoriana.

Desde o dia 3, manifestantes protestam contra medidas de austeridade do governo que provocaram a pior agitação no Equador em anos e a prisão de ao menos 570 pessoas, incluindo um parlamentar que apoia Correa.

O levante ocorre devido a um acordo assinado em fevereiro com o FMI (Fundo Monetário Internacional), que garantirá um empréstimo de US$ 4,2 bilhões (R$ 17,05 bilhões) ao país. Em contrapartida, o governo tem de adotar medidas austeras, como o corte de um subsídio a combustíveis em vigor há 40 anos.

Além da invasão, manifestantes voltaram a entrar em conflito com forças de segurança em outros pontos de Quito e outras cidades do país. Os episódios se juntam a outros, como a captura de soldados por grupos indígenas e a paralisação da produção em três campos estatais de petróleo.

*Folhapress

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