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Em Londres, brasileiras tinham que fazer 20 programas por dia

Mulheres foram resgatadas vivendo como escravas sexuais

Gabriela Doria - 01/09/2021 14h39 | atualizado em 01/09/2021 15h17

Mulheres eram obrigadas a se prostituir em Londres Foto: Agência Aids/Jessica Paula

A Polícia da Inglaterra resgatou três mulheres brasileiras que eram feitas de escravas sexuais em Londres. A investigação de tráfico sexual começou em março do ano passado, após uma das mulheres denunciar o caso à polícia.

De acordo com a investigação, as meninas acreditavam que iriam estudar inglês no país, mas logo eram obrigadas a se prostituir. Elas tinham que fazer entre 15 e 20 programas por dia, para conseguir bater a “meta” de 500 libras diárias – cerca de R$ 3,5 mil. Ao fim do mês, elas recebiam um pagamento de 250 libras (R$ 1.750), mais 50 libras (R$ 350) para alimentação.

De acordo com a rede britânica BBC, o caso chegou a um desfecho no dia 9 de agosto, quando Shana Stanley, de 29 anos, e seu comparsa, Hussain Edanie, de 31, confessaram que mantinham as mulheres como escravas sexuais. Os dois já foram presos e condenados.

À BBC, uma das brasileiras desabafou: “Me venderam um sonho que virou um pesadelo”. A mulher, cuja identidade foi mantida em sigilo, relatou que chegou à Inglaterra em 2020 com outras duas brasileiras. Ela conta que recebeu uma “bolsa de estudos” para um curso de inglês que duraria algumas semanas.

A história mudou de figura logo após o desembarque. Elas tiveram que assinar um “contrato” que previa que elas “vendessem seu corpo”, caso contrário “não poderiam voltar para o Brasil”, “teriam que viver nas ruas de Londres” e “nunca mais veriam a família”.

– Graças à coragem e bravura das vítimas, conseguimos reunir evidências irrefutáveis que fizeram com que Edani e Stanley não tivessem outra opção a não ser se declararem culpados, o que impedirá que eles prejudiquem outras pessoas – disse o detetive Pete Brewster, um dos líderes da investigação, à BBC.

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