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Eleitorado brasileiro no exterior aumenta 24% e bate recorde

Pela 1ª vez, a chamada Zona Eleitoral Exterior ultrapassou a casa dos 600 mil eleitores cadastrados na Justiça Eleitoral

Ana Luiza Menezes - 09/05/2022 19h46 | atualizado em 10/05/2022 09h42

Urna eletrônica Foto: TSE/Secom/Antonio Augusto

Os candidatos a presidente da República vão disputar neste ano um eleitorado significativo fora do país. Pela primeira vez, a chamada Zona Eleitoral Exterior ultrapassou a casa dos 600 mil eleitores cadastrados na Justiça Eleitoral e está maior do que a população apta a votar em estados como Roraima, Acre e Amapá.

Até março, houve um aumento de quase 116 mil eleitores da comunidade brasileira no exterior desde maio de 2018, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu o cadastro para as eleições naquele ano. A Zona Eleitoral Exterior representa apenas 0,4% do total de pessoas com título regular no país: 148,3 milhões.

O número parcial de registros representa um acréscimo de 24%, em comparação com o de quatro anos atrás. Em maio de 2018, a comunidade de eleitores no exterior era de 487.472 pessoas. Atualmente, com dados contabilizados até março, são 603.391.

Um novo balanço deve ser divulgado até meados de julho. O ritmo de crescimento, porém, caiu em relação ao intervalo entre maio de 2014 e maio de 2018. Naquela época, o número absoluto passou de 337.452 para 487.472 ou 44% a mais.

No primeiro turno de 2018, o presidente Jair Bolsonaro recebeu 58,7% dos votos e Ciro Gomes ficou em segundo com 14,5%. O petista Fernando Haddad figurou em terceiro com 10%. No segundo turno, Bolsonaro levou 71% dos votos contra 28% de Haddad.

Na última semana do cadastramento eleitoral, encerrado no último dia 4 de maio, a deputada Bia Kicis (PL-DF), aliada de Bolsonaro, usou as redes sociais para incentivar o registro de brasileiros em Portugal. No ano passado, o Itamaraty expandiu a rede consular, invertendo uma tendência de fechamento de postos, para melhorar o atendimento e serviços aos brasileiros residentes no exterior.

A chamada Zona Eleitoral Exterior funciona dentro de representações diplomáticas brasileiras, embaixadas e consulados. A comunidade brasileira no exterior vota apenas para presidente da República e vice-presidente.

Os Estados Unidos concentram a maior quantidade de eleitores brasileiros, com comunidades em Miami (35.722) e Boston (35.459). No entanto, a que mais cresceu nos últimos quatro anos foi a de Lisboa (34.552), em Portugal, seguida da de Nagoia (33.859), no Japão. Essas cidades são as quatro primeiras no ranking do TSE.

*AE

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