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Diretor-geral da OMS diz que atenderá pedidos de Trump

"Recebemos a carta e a atenderemos", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus sobre texto do presidente dos EUA

Pleno.News - 20/05/2020 19h47 | atualizado em 21/05/2020 07h56

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde Foto: EFE/ Salvatore Di Nolfi/Arquivo

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), revelou nesta quarta-feira (20) ter recebido carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com exigência de mudanças na agência em 30 dias e surpreendeu, ao admitir que a resposta é positiva.

– Recebemos a carta e a atenderemos – disse o responsável pela OMS.

Por meio de um texto, Trump ameaçou cortar de maneira permanente o repasse do governo americano e tirar o país da Organização Mundial de Saúde.

Sobre as consequências da saída dos Estados Unidos da OMS, Tedros explicou que o montante repassado pelo país é considerado relativamente pequeno e que equivale ao orçamento de um hospital de médio porte, de um país desenvolvido.

O diretor geral da agência ainda destacou que estão sendo buscadas novas fontes de financiamento e um aumento na base de doadores, para que seja reduzida a dependência dos repasses voluntários, que giram em torno de 80% da receita, além da imposição de contribuições fixas dos países-membros.

Segundo Mike Ryan, diretor-executivo da OMS para Emergências Sanitárias, os aportes dos EUA vão de “100 milhões (R$569 milhões) a 200 milhões de dólares (R$ 1.1 bilhões)”, embora Trump se refira a um valor muito maior. O valor estava sendo dirigido, principalmente, para programas humanitários e de emergências em saúde.

Perguntado sobre a avaliação que a OMS aceitou ser submetida, durante assembleia anual realizada no início dessa semana, Tedros admitiu que a situação é absolutamente normal e já esperada durante a pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

– Foi feito com o ebola, com a SARS e outros grandes surtos. A OMS presta contas e exige prestação de contas. Quando o fizermos será amplo e abrangente e envolverá todos os setores para que possamos ter todas as informações, aprender com elas e tornar o futuro melhor – disse o diretor-geral da OMS.

*Com informações da Agência EFE

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