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Desconfiados sobre CoronaVac, dominicanos recebem 3ª dose

A aplicação da dose de reforço ainda está limitada a médicos, profissionais de saúde e idosos

Pleno.News - 01/07/2021 15h27 | atualizado em 01/07/2021 15h52

Além da CoronaVac, o país também tem fornecido o imunizante da Pfizer Foto: EFE/Ricardo Maldonado

Os dominicanos começaram a comparecer aos centros de imunização do país nesta quinta-feira (1º) para receber a terceira dose de vacina; alguns deles com dúvidas ou receios sobre a eficácia da CoronaVac, o imunizante mais aplicado no país.

A aplicação da terceira dose começou oficialmente hoje, mas, por enquanto, estará limitada a médicos, profissionais de saúde e idosos, de acordo com o protocolo anunciado ontem pelas autoridades sanitárias da República Dominicana.

O governo dominicano determinou que a terceira dose deve ser de uma vacina diferente daquela usada nas duas primeiras doses para imunizar cada pessoa.

No posto de vacinação do Centro Olímpico de Santo Domingo foi montado um módulo especial, separado por uma cerca, para atender às primeiras pessoas que buscavam a terceira dose de vacina, mas elas vieram “em conta-gotas” neste primeiro dia.

O baixo fluxo de pessoas causou esperas mais longas do que o normal nos postos de vacinação, já que cada frasco da Pfizer contém seis doses da vacina, e os trabalhadores dos centros vacinais esperavam ter esse número de pessoas na fila para começarem a injetar os imunizantes.

Nesse local, uma dominicana chamada Katia Batista disse à Agência Efe que foi receber a terceira dose por “reforço”, pois ouviu dizer que a CoronaVac, conhecida no país pelo nome do laboratório, Sinovac, não é tão eficaz quanto as vacinas que são aplicadas nos Estados Unidos e na Europa.

– Ouvi dizer que há muitas pessoas, já com a segunda dose da Sinovac, que permanecem em estado grave [com a Covid-19]… e que os cientistas da Sinovac disseram que, diante de um surto da variante Delta, estamos bem descobertos – declarou.

Já Carlos Vargas, psicólogo de 70 anos, garantiu que, se a terceira dose não fosse fornecida na República Dominicana, ele teria ido para o exterior porque “não confiava muito” na vacina chinesa.

– É necessário um reforço. Sabemos a eficácia da Sinovac, que é de 50% a 60% – afirmou Vargas, que também expressou confiança nos especialistas e na segurança de tomar uma terceira dose.

A República Dominicana é um dos países da América Latina que mais avançou com a imunização: 4,9 milhões de pessoas já receberam a primeira dose, o que equivale a 47% da população, e 2,8 milhões (cerca de 27% da população) completaram o esquema de vacinação com duas doses.

O país caribenho iniciou a campanha de vacinação no último mês de fevereiro, imunizando a população principalmente com a CoronaVac; e, desde meados de junho, também tem aplicado a vacina da Pfizer em menores de 12 anos.

As autoridades têm atualmente cerca de três milhões de doses disponíveis e contrataram outras 24 milhões de vacinas da AstraZeneca, da Pfizer e da CoronaVac, das quais sete milhões devem chegar ainda este mês.

*EFE

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