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Nicolás Maduro ficará no Metropolitan Detention Center enquanto aguarda desenrolar de processo contra ele

Pleno.News - 04/01/2026 09h55 | atualizado em 05/01/2026 18h13

Metropolitan Detention Center, onde Maduro está preso Foto: EFE/EPA/Peter Foley

Após aterrissar na Base da Guarda Nacional Aérea de Stewart, um aeroporto militar no norte do estado de Nova Iorque, em um Boeing 757 militar vindo de Guantánamo, o ditador venezuelano Nicolás Maduro foi escoltado até um escritório da agência antidrogas americana (DEA) para, por fim, seguir para o Metropolitan Detention Center (MDC), no Brooklyn, a prisão federal onde ficará enquanto aguarda julgamento.

A expectativa é que as audiências comecem nos próximos dias perante um juiz federal em Manhattan, onde, já neste sábado (3), dezenas de pessoas se manifestaram: algumas celebrando a queda do líder e outras pedindo paz para o país sul-americano.

Maduro chega aos Estados Unidos com acusações formais que datam de 2020, quando a Promotoria do Distrito Sul de Nova Iorque o acusou de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados a armas automáticas.

Neste mesmo sábado, foi tornada pública uma acusação substitutiva no mesmo tribunal, mantendo as acusações originais baseadas em investigações da DEA, que apontam Maduro como o suposto líder do chamado Cartel de los Soles, uma rede vinculada a altos comandos militares venezuelanos que buscava enriquecimento ilícito e a “utilização da cocaína como arma contra os Estados Unidos”.

SOBRE O MDC
O local que abrigará Maduro é a única prisão federal de Nova Iorque e abriga presos provisórios e condenados considerados de alta periculosidade. Segundo informações da unidade, aproximadamente 1.336 pessoas estão detidas atualmente no local.

Inaugurado no início da década de 90, o local é um dos principais centros de custódia para réus que são envolvidos em processos federais de grande repercussão no país. Entre os presos famosos que já ficaram detidos na unidade estão Joaquín “El Chapo” Guzmán, chefe do Cartel de Sinaloa, que ficou no MDC antes de ser condenado à prisão perpétua por tráfico de drogas e outros crimes.

Recentemente, quem também ficou detido no local foi o rapper Sean Combs, conhecido como P. Diddy; e a socialite Ghislaine Maxwell, ex-companheira do predador sexual Jeffrey Epstein. Em 2017, uma figura familiar do público brasileiro ficou preso no MDC: o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, que morreu em julho do ano passado.

A unidade prisional é comumente descrita como um ambiente de condições consideradas precárias e de controle bastante rígido. As celas, por exemplo, são monitoradas 24 horas por dia, e o contato com o mundo externo é restrito, com visitas seguindo protocolos rigorosos.

*Com informações EFE

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