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Criatura volta à vida após 24 mil anos congelada no Permafrost

Cientistas coletaram o animal microscópico no norte da Sibéria

Thamirys Andrade - 11/06/2021 18h17

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Estudo foi publicado na revista Current Biology Foto: Reprodução

Um grupo de pesquisadores do Laboratório Russo de Criologia do Solo conquistaram um feito impressionante: fizeram reviver criaturas que foram congeladas há 24 mil anos (segundo a datação por radiocarbono) a 3,5 metros abaixo do solo na Sibéria. As criaturas curiosas chamam-se rotíferos bdelóides, e após o longo período de “adormecimento”, não apenas voltaram a vida, mas conseguiram se reproduzir.

Os bdelóides são organismos microscópicos invisíveis a olho nu, frequentemente encontrados em água doce ou solo úmidos. Eles possuem boca, tronco e pé, se movem de forma rastejante, e foram contemporâneos dos mamutes.

– Ressuscitamos um animal que antigamente frequentava mamutes peludos. É realmente impressionante. Nosso relatório é a evidência mais forte até o momento de que animais multicelulares podem resistir a dezenas de milhares de anos em criptobiose – celebrou o coautor do estudo, Stas Malavin, de acordo com informações da revista SóCientífica.

Os rotíferos são alguns dos organismos mais resistentes do planeta, sobrevivendo até mesmo à radiação, acidez extrema, fome, pouco oxigênio ou desidratação. Mas a descoberta de que essas criaturas podem reviver após milhares de anos congelados é novidade para a Ciência.

A descoberta sugere que os animais multicelulares podem ser dotados de um mecanismo que protege as células durante o processo de criptobiose, que ocorre quando o corpo pausa as funções biológicas.

O estudo foi publicado na revista Current Biology. Os bdelóides foram coletados abaixo do solo no rio Alazeya, no norte da Sibéria. Eles se encontravam no Permafrost, tipo de solo permanentemente congelado encontrado na região do Ártico.

Ainda não se sabe como os bdelóides conseguem proteger-se em contextos extremos, mas desvendar tais mistérios poderia ajudar os cientistas a descobrirem futuramente formas de preservar as células, tecidos e órgãos do corpo humano.

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