Craque da Colômbia “ignora” filha de Petro em cerimônia
Gesto de James Rodríguez causou polêmica
Pleno.News - 05/06/2026 10h21 | atualizado em 05/06/2026 13h05

Uma polêmica estourou nesta quinta-feira (4) na Colômbia após o meia James Rodríguez, capitão da seleção colombiana na Copa do Mundo, supostamente negar uma foto a Antonella, filha caçula do presidente colombiano, Gustavo Petro, que entregou a bandeira nacional à equipe.
Durante o ato, ao qual a imprensa não teve acesso e que foi anunciado de última hora, os jogadores colombianos subiram a um palanque para receber um sombrero vueltiao (chapéu tradicional colombiano) de presente do mandatário, em um evento no qual a maioria dos jogadores mostrou descontentamento.
Ao lado de Petro estava Antonella que, ao cumprimentar Rodríguez, de 34 anos, pediu uma foto ao ex-jogador do São Paulo, que continuou cumprimentando as demais pessoas no palanque e, aparentemente, a ignorou.
O fato não passou despercebido e, na rede social X, por exemplo, Antonella e James Rodríguez figuram em segundo e terceiro lugar nos assuntos mais comentados (trending topics).
– Antonella é uma menina que gosta de futebol, sua paixão por se despedir da seleção era genuína, não precisavam ser uns grosseiros – declarou a vereadora de Bogotá Heidy Sánchez, do partido governista Pacto Histórico, referindo-se ao fato de os jogadores terem cumprimentado o presidente Petro e sua comitiva com “má vontade”.
A parlamentar acrescentou:
– James Rodríguez, tão machão com uma menina, mas tão covarde e chorão em campo, você também é pai e tenho certeza de que jamais gostaria que sua filha passasse por um desprezo tão horrível.
La hija de Petro le pide una foto a James Rodríguez y pasa esto: pic.twitter.com/MYhHkGQvgB
— Progresismo Out Of Context (@OOCprogresismo2) June 5, 2026
FOTOS COM POUCOS SORRISOS
Durante o encontro, no qual o técnico da seleção colombiana, Néstor Lorenzo, presenteou o mandatário com uma camisa da equipe assinada por todos os jogadores e uma bola Trionda, idêntica às que serão usadas na Copa do Mundo, vários jogadores pareceram desconfortáveis e pouco sorridentes.
Inclusive na foto oficial, James, que é o capitão da equipe, posicionou-se na parte de trás. A bandeira, por sua vez, foi carregada pelo presidente Petro, pelo ponta Luis Díaz, pelo meia Jorge Carrascal, do Flamengo, e pelo ponta Jhon Arias, do Palmeiras.
A imagem contrasta com outra tirada após o ato, na qual os jogadores aparecem sorridentes nas escadas do avião que os levará a San Diego, onde a seleção enfrentará a Jordânia no próximo domingo (7), em seu último amistoso antes da Copa do Mundo.
Petro, por sua vez, publicou em suas redes sociais duas fotos: uma em que Antonella aparece entregando um presente ao meia Juan Fernando Quintero, ao lateral Daniel Muñoz e ao meio-campista Jefferson Lerma, e outra na qual o mandatário aparece abraçando a filha no evento.
No evento, tanto Petro quanto sua filha vestiram camisas da seleção colombiana, horas depois de um juiz de Bogotá ordenar que o candidato presidencial direitista Abelardo de la Espriella e seu movimento, Defensores da Pátria, se abstenham de utilizar a camisa da seleção colombiana em atos e publicidade de campanha enquanto analisa uma ação de tutela (recurso constitucional) apresentada por um cidadão.
A medida provisória foi adotada devido a uma tutela apresentada por Wilman Ramiro Bocanegra Calderón, que pediu que fosse ordenado a De la Espriella e a seu partido cessar o uso da camisa e de outros símbolos da seleção como elementos de campanha para proteger, entre outros, “o direito à igualdade, a não discriminação, o direito de eleger e ser eleito”.
– Alguns estão descontrolados usando o poder judiciário para influenciar o processo eleitoral. Aqui parece que os únicos que podem usar a camisa da Seleção da Colômbia são Petro e seus colegas do governo – declarou no X a senadora de direita María Fernanda Cabal.
A congressista acrescentou:
– A camisa da seleção não é de uso exclusivo de ninguém, e nenhum juiz da República pode impedir a livre expressão e o livre desenvolvimento da personalidade de cada um. Isto não é uma ditadura como a que Petro e Cepeda querem.
*EFE
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