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Costureiras da Nike, Zara e C&A ganham meio salário mínimo

Acusações foram divulgadas pelo jornal The Guardian

Mayara Macedo - 03/01/2022 15h53 | atualizado em 03/01/2022 16h08

Fábricas não estão pagando os funcionários legalmente na Índia Foto: Pixabay

Fábricas que produzem peças para gigantes do mundo da moda como C&A, Zara, Nike, H&M, Puma e GAP, localizadas na Índia, estão sendo acusadas de não pagar salário mínimo aos funcionários desde 2020. As acusações são feitas pela organização independente Worker Right Consortium e foram divulgadas em um levantamento próprio.

Segundo os dados divulgados, o valor da remuneração não passa de 41 milhões de libras, que equivalem a mais de 308 milhões de reais. As indústrias ficam no estado de Karnataka, que é conhecido pela produção para as marcas famosas.

De acordo com o grupo, cerca de 400 mil trabalhadores estão sendo prejudicados pela falta do pagamento correto. Ainda de acordo com as informações, eles recebem salários inferiores ao mínimo do país.

– Em termos de número de trabalhadores afetados e [ao] total de dinheiro roubado, este é o ato mais flagrante de roubo de salários que já vimos. Os filhos dos trabalhadores do vestuário estão com fome, para que as marcas possam ganhar dinheiro – afirmou um dos integrantes do WRC.

Algumas das marcas se manifestaram sobre o assunto, como a H&M, que afirmou que vai cobrar medidas trabalhistas às fábricas. Já a GAP emitiu um comunicado dizendo que estipulou um cronograma para que as fábricas acertem os salários dos funcionários. A C&A exigiu o cumprimento de uma ordem judicial para que os trabalhadores sejam remunerados legalmente.

– Se tivéssemos aumento de salário no ano passado, poderíamos ter comido vegetais pelo menos algumas vezes por mês. Ao longo deste ano, só alimentei minha família com arroz e molho de chutney – disse uma das trabalhadoras ao jornal britânico The Guardian.

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