Corrida espacial: China lança missão que prepara ida à Lua
Pela primeira vez na história da China, um dos astronautas ficará um ano inteiro em órbita
Thamirys Andrade - 24/05/2026 14h18 | atualizado em 25/05/2026 16h31

A China deu um passo importante em suas ambições lunares. O país lançou, neste domingo (24), a missão Shenzhou-23, que é considerada fundamental para o objetivo de Pequim de enviar humanos à Lua até 2030.
O foguete Longa Marcha 2F decolou do Centro de Lançamento de Jiuquan, no deserto de Gobi, levando três tripulantes à estação espacial Tiangong. Pela primeira vez, na história do programa espacial chinês, um dos astronautas permanecerá um ano inteiro em órbita. A misssão marca ainda a estreia de um profissional de Hong Kong no espaço.
A nave é comandada pelo engenheiro aeroespacial Zhu Yangzhu, de 39 anos. Ao seu lado estão dois estreantes: Zhang Zhiyuan, ex-piloto da força aérea chinesa, e Li Jiaying, ex-policial e a primeira astronauta de Hong Kong a ir ao espaço. A definição de qual dos três tripulantes estenderá sua permanência por um ano será feita ao longo da missão.
O principal objetivo da estadia prolongada é monitorar os impactos físicos e psicológicos da microgravidade de longo prazo. Cientistas usarão os dados para preparar as futuras viagens à Lua e a Marte.
Segundo especialistas, o período de 12 meses conta com novos desafios, que incluem combate à atrofia muscular e perda de densidade óssea; gerenciamento da exposição à radiação e fadiga psicológica; e teste de estresse nos sistemas de reciclagem de água e ar da estação.
NOVA CORRIDA ESPACIAL
Excluída da Estação Espacial Internacional (ISS) pelos Estados Unidos em 2011, a China investiu bilhões de dólares para consolidar sua autonomia no setor, rivalizando diretamente com o programa Artemis da NASA.
Ainda este ano, Pequim planeja testar em órbita a Mengzhou (“Nave dos Sonhos”), espaçonave que substituirá a Shenzhou nas futuras missões lunares.
A meta do país é estabelecer o primeiro segmento de uma base científica habitada na Lua, a Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS), até 2035.
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