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Coreia do Norte condena homem à morte por vender ‘Round 6’

Esta seria a primeira vez que o governo aplicou a "Lei de Eliminação do Pensamento e Cultura Reacionários"

Monique Mello - 25/11/2021 18h45 | atualizado em 25/11/2021 18h56

Round 6 é o grande fenômeno da Netflix Foto: Reprodução Netflix

Um homem foi condenado à morte na Coreia do Norte por vender cópias piratas da série sul-coreana Round 6, a mais vista da história da Netflix. De acordo com o Radio Free Asia, o homem contrabandeou o material da China em pen-drives.

Autoridades descobriram sete estudantes de Ensino Médio assistindo à série. Quem comprou o arquivo foi sentenciado à prisão perpétua, os outros seis estudantes que assistiram à produção sul-coreana foram sentenciados a cinco anos de trabalhos forçados.

– Isso tudo teve início na semana passada, quando um estudante de ensino médio comprou um pen drive contendo Round 6 e assistiu com um amigo em sala de aula. O amigo contou para outros estudantes, que ficaram interessados e fizeram o pen drive circular. Eles foram pegos por censores após serem denunciados – explicou uma fonte à Radio Free Asia.

O diretor, um secretário e um professor da escola também sofreram punições. Eles perderam seus empregos e correm o risco de serem banidos para trabalhar em minas remotas.

A pena para quem é pego consumindo conteúdos conteúdos da mídia capitalista, sobretudo da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, é de cinco a 15 anos. Já para quem distribui o conteúdo, pode ser prisão perpétua ou morte.

Conforme revelou uma fonte policial anônima ao site, a investigação prosseguirá com o objetivo de identificar a origem do contrabando e punir outras pessoas que possam estar envolvidas de forma direta ou indireta no incidente.

– Outros professores estão preocupados que isso também aconteça com eles, se algum de seus alunos for pego na investigação – afirma a fonte.

Esta foi a primeira vez que o governo norte-coreano aplicou a Lei de Eliminação do Pensamento e Cultura Reacionários, promulgada no fim do ano passado. Com ela, o Estado tem direito de condenar qualquer cidadão que assistir ou distribuir títulos produzidos em países capitalistas rivais.

A informação sobre as condenações ainda não foi confirmada oficialmente por entidades oficiais norte-coreanas.

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