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Contra a Covid-19, Chile avalia 3ª dose e combinação de vacinas

País lidera vacinação na América Latina

Pierre Borges - 22/06/2021 13h28 | atualizado em 22/06/2021 13h57

63,4% da população chilena já foi vacinada Foto: EFE/Carlos Ortega

A subsecretária de Saúde Pública, Paula Daza, anunciou na última sexta-feira (18) que o Chile está avaliando a aplicação de uma terceira dose de imunizantes para a população. Mesmo sendo o líder em vacinação contra a Covid-19 na América Latina, o país tem tido dificuldades em reduzir os números de contágios, mortes e internações.

Segundo Daza, pacientes que tenham tomado as duas doses da Coronavac podem receber uma terceira, enquanto quem tiver sido imunizado com a vacina da AstraZeneca e tiver menos de 60 anos pode receber o reforço com a vacina da Pfizer ou outra que também utilize tecnologia de RNA mensageiro. Ela afirmou ainda que o país aguarda os resultados de uma pesquisa científica que está sendo conduzida pela Universidade Católica para colocar a medida em prática.

De acordo com o infectologista Alexis kalergis, que comanda a pesquisa, “a necessidade de usar uma terceira dose é quase certa, principalmente por conta da chegada das novas variantes”.

A imunização mista começou no Chile nesta segunda-feira (21), quando homens menores de 45 anos que já haviam recebido uma dose da AstraZeneca passaram a ser vacinados com uma segunda dose do imunizante da Pfizer. A motivação da medida é a notificação de um caso de trombose e trombocitopenia em um jovem de 31 anos.

Atualmente, 63,4% da população do Chile já recebeu pelo menos a primeira dose de alguma vacina (mais de 12 milhões de pessoas), enquanto 50% dos habitantes do país foram imunizados com duas doses (9,4 milhões de pessoas). Entretanto, apesar do plano de imunização bem-sucedido, o país já acumula mais de 31 mil mortos por Covid e 1,5 milhão de casos confirmados. A média de mortes pela doença no país também têm superado os índices de 2020.

O ministro da Ciência no país, Andrés Couve, afirmou: “O uso da terceira dose e com a ideia de combinar imunizantes de diferentes laboratórios já estão ocorrendo em outros países; por isso, estamos trabalhando com essas possibilidades e não deixando de trazer mais imunizantes, embora, em termos de quantidade [de vacinas], o governo já tenha adquirido o suficiente para dar duas doses à população”.

Especialistas argumentam que o surgimento de novas variantes podem ser responsáveis pela necessidade da combinação de imunizantes.

A decisão sobre a necessidade ou não de uma terceira dose será tomada em julho, segundo Paula Daza.

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