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Avião militar norte-americano decolou com tripulação 6 vezes maior que a capacidade

Monique Mello - 17/08/2021 14h13 | atualizado em 17/08/2021 16h10

Mais de 600 pessoas lotaram um avião militar dos EUA Foto: EFE / EPA / AIR MOBILITY COMMAND

Um avião das Forças Aéreas estadunidenses decolou na segunda-feira (16), no aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão, com centenas de afegãos a bordo. Eles deixaram o país sob ameaças do grupo extremista Talibã. A aeronave militar C-17 Globemaster III tem capacidade para 100 tripulantes; entretanto, o número de passageiros chegou a 640.

De acordo com um funcionário da Defesa dos Estados Unidos, o número elevadíssimo de pessoas na aeronave não estava previsto. Porém, afegãos se atiraram na rampa entreaberta para entrar no avião. A decisão de decolar, em vez de tentar expulsar as pessoas, teria sido da tripulação. O destino do voo era o Catar.

Desde o final de semana, militares norte-americanos têm trabalhado para evacuar cidadãos norte-americanos e cidadãos afegãos. Além dos EUA, países como Austrália, Canadá, Índia, Espanha, Itália, França, Turquia, Reino Unido, Áustria, Bélgica, Nova Zelândia e Romênia também enviaram aeronaves para tirar de lá seus cidadãos e afegãos que apoiaram o grupo aliado. Mas ainda há milhares a serem regatados.

– Forças militares americanas estão trabalhando junto a tropas turcas e de outros países para esvaziar a área. Não sabemos quanto tempo isso levará – afirmou John Kirby, porta-voz do Departamento de Defesa americano.

AVANÇO DO TALIBÃ
A queda do governo afegão para a tomada de poder pelo Talibã acontece 20 anos após o grupo extremista ser expulso de Cabul pelos Estados Unidos, que invadiram o país dias após os ataques de 11 de setembro de 2001.

No último mês de abril, o presidente dos EUA, Joe Biden, havia anunciado a retirada de todas as tropas norte-americanas do Afeganistão até o fim do mês. Com isso, o Talibã avançou rapidamente depois de que a maior parte das forças lideradas pelos Estados Unidos deixaram o país em julho. Mas a queda de Cabul ocorre antes do previsto pelas autoridades norte-americanas. A estimativa dos serviços de inteligência norte-americanos era de que o Talibã chegasse a Cabul em setembro, com a tomada do poder em novembro.

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