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China sobre EUA: “Quem brinca com fogo acaba se queimando”

País asiático ordenou série de exercícios militares ao redor de Taiwan após chegada de Nancy Pelosi à ilha

Thamirys Andrade - 02/08/2022 15h08 | atualizado em 02/08/2022 15h29

Nancy Pelosi desembarcando em Taiwan Foto: EFE/EPA/Taiwan Ministry of Foreign Affairs

Após a chegada da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan, nesta terça-feira (2), o Ministério de Relações Exteriores da China advertiu que os Estados Unidos estão “brincando com fogo”. Segundo a pasta, a visita da política norte-americana é uma grave violação à soberania e à integridade territorial da China.

– É uma violação severa do princípio de Uma Só China e às estipulações dos três comunicados conjuntos China-EUA. Tudo isto são atos muito perigosos, como se brincasse com o fogo, e quem brinca com o fogo acaba se queimando – frisou a pasta.

O ministério ainda afirmou que o ato prejudica a paz e a estabilidade na região.

– [A visita] tem impacto severo na base política das relações China-EUA, infringe severamente a soberania e a integridade territorial da China, prejudica severamente a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan, e emite um sinal severamente errado às forças secessionistas da “independência de Taiwan” – completou.

Como resposta, o Ministério da Defesa da China também ordenou uma série de “manobras militares direcionadas” no norte, sudoeste e sudeste de Taiwan a partir do início desta noite. As atividades serão tanto marítimas como aéreas, segundo informações do jornal oficial Global Times.

De acordo com a agência de notícias Xinhua, os exercícios envolverão munição real e ocorrerão até domingo em cinco áreas ao redor da ilha de Taiwan.

A ida de Pelosi a Taiwan está sendo motivo de grande atrito entre Estados Unidos e China, pois o gigante asiático considera Taiwan como parte de seu território e vê como provocação qualquer tentativa de reconhecer a autonomia da ilha. Mesmo diante das ameaças e advertências da China, os Estados Unidos decidiram manter a ida da representante ao arquipélago.

O país norte-americano é o principal fornecedor de armas a Taiwan, e em um eventual confronto com a China, seria seu maior aliado militar.

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