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China pede investigação sobre matança de civis em Bucha

País classificou imagens como "profundamente perturbadoras"

Pleno.News - 06/04/2022 09h35 | atualizado em 06/04/2022 11h43

Presidentes da Rússia e China, Vladimir Putin e Xi Jinping Foto: EFE/Joédson Alves

A China disse que relatos e imagens de mortes de civis na cidade ucraniana de Bucha, após a retirada de forças russas, são “profundamente perturbadores” e defendeu que o caso seja investigado.

Porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian informou nesta quarta-feira (6) que a China apoia todas as iniciativas e medidas “destinadas a aliviar a crise humanitária” na Ucrânia e está “pronta para continuar trabalhando junto com a comunidade internacional para evitar que civis sejam feridos”.

A matança de civis em Bucha pode ampliar a pressão internacional sobre a China, por sua postura amplamente favorável à Rússia e tentativas de guiar a opinião pública em relação à guerra.

A China vem se recusando a criticar a Rússia pela invasão da Ucrânia. Pequim também é contrária às sanções econômicas impostas a Moscou e acusa os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de provocarem a guerra e alimentarem o conflito, ao enviar armas à Ucrânia.

O comentário de Zhao é semelhante ao feito pelo embaixador da China na Organização das Nações Unidas (ONU), Zhang Jun, que nesta terça-feira (5) pediu uma investigação do ocorrido em Bucha.

ASSISTÊNCIA MILITAR
O governo dos EUA autorizou o repasse imediato de até 100 milhões de dólares (R$ 465 milhões) em assistência militar adicional para atender às necessidades da Ucrânia por mais sistemas de defesa, em meio à guerra contra a Rússia.

A autorização, anunciada nesta terça pelo Departamento de Estado, é a sexta retirada de armas, equipamentos e suprimentos dos estoques do Departamento de Defesa para a Ucrânia desde agosto de 2021.

O apoio eleva o total de assistência americana à segurança da Ucrânia para mais de 2,4 bilhões dólares desde que o presidente dos EUA, Joe Biden, assumiu o cargo, no ano passado, e mais de 1,7 bilhão de dólares desde a invasão da Rússia em fevereiro, disse o Departamento de Estado. Fontes: Associated Press e Dow Jones Newswires.

*AE

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