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China: ONU pede libertação de jornalista que cobriu pandemia

Em greve de fome, Zhang Zhan se encontra em estado grave de saúde

Pleno.News - 19/11/2021 16h21 | atualizado em 19/11/2021 16h34

Zhang Zhan
Zhang Zhan é considerada jornalista-cidadã pela Anistia Internacional Foto: Reprodução / Youtube

O Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos expressou nesta sexta-feira (19) preocupação com o estado de saúde da jornalista chinesa Zhang Zhan, que está detida por mais de um ano após relatar os primeiros meses da pandemia da Covid-19 na cidade de Wuhan, e pediu a sua “libertação imediata”.

– Pedimos às autoridades chinesas que considerem a libertação imediata e incondicional de Zhang, [até] mesmo por razões humanitárias, e que lhe prestem cuidados médicos para salvar sua vida, respeitando sua dignidade – disse a porta-voz do Escritório Marta Hurtado, em um comunicado.

Zhang, premiada nesta quinta-feira (18) pelo Repórteres Sem Fronteiras e que está atualmente em greve de fome para protestar contra sua prisão, foi condenada a quatro anos de prisão em dezembro de 2020, por “provocar distúrbios e criar problemas”, crime frequentemente atribuído a dissidentes e críticos do regime chinês.

A jornalista foi presa em 14 de maio de 2020, um dia após a publicação de um vídeo em que acusava as autoridades de Wuhan de negligência quanto a tomar medidas para conter o coronavírus causador da Covid-19, cujos primeiros casos foram registrados no final de 2019 nesta cidade da região central da China.

Entre fevereiro e maio de 2020, Marta Hurtado lembrou que a jornalista e antiga advogada de direitos humanos documentou a resposta inicial das autoridades chinesas aos primeiros surtos de Covid-19, filmando e publicando vídeos sobre a situação da população local.

Desde sua prisão, o Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos, liderado pela alta comissária Michelle Bachelet, “manifestou sua preocupação tanto pública como bilateralmente, às autoridades chinesas, buscando esclarecimentos sobre o processo penal movido contra ela [Zhan]”, lembrou a porta-voz.

Zhang Zhan vem realizando várias greves de fome durante o último ano. Ela chegou a ser alimentada à força, e “sua saúde se deteriorou seriamente”, explicou Hurtado.

A porta-voz reiterou o apelo do Escritório das ONU a todos os Estados para que qualquer medida relacionada à liberdade de expressão e de imprensa em resposta à pandemia só sejam tomadas se forem estritamente necessárias, de forma proporcional e não discriminatória.

Zhang já havia trabalhado como advogada, embora sua licença tenha sido suspensa por seu ativismo, e ela já havia sido presa por apoiar protestos em Hong Kong.

*EFE

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