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China nega ocultar dados em investigação de origem da Covid

"A China forneceu todos os dados disponíveis", disse chefe de pesquisa chinês

Pleno.News - 02/04/2021 19h25 | atualizado em 02/04/2021 19h42

Liang Wannian, chefe da equipe de especialistas chineses, falou em coletiva Foto: Roman Pilipey/EFE

A China negou que esteja ocultando dados ou atrapalhando o trabalho de cientistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) que viajaram, em janeiro e fevereiro, até a cidade de Wuhan, onde foi detectado o primeiro surto de Covid-19, para investigar a origem do SARS-COV-2.

Em conferência de imprensa realizada na quarta-feira (31), em Pequim, o chefe da equipe de especialistas chineses que investigou o Coronavírus, Liang Wannian, indicou que “a China forneceu todos os dados disponíveis” e que “é hora de continuar estudando a origem do vírus em outras partes do mundo”.

Na terça-feira (30), o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, decidiu denunciar a China publicamente por dificultar o trabalho da equipe que foi a Wuhan fazer as investigações.

No mesmo dia, os EUA e outros 13 países expressaram sua “preocupação” com o relatório publicado no mesmo dia pela OMS sobre a origem da Covid-19 e afirmaram que a missão internacional de cientistas “estava significativamente atrasada” e que ela “não teve acesso a dados e amostras de vírus” originais e completos.

A polêmica surgiu porque os especialistas da OMS teriam obtido apenas relatórios previamente preparados por especialistas chineses e/ou porque não poderiam revisar os dados originais em que esses relatórios se baseavam, o que teria permitido que eles tirassem suas próprias conclusões sobre a origem do vírus e sobre a forma como se espalhou, de acordo com veículos da mídia norte-americana como o The Wall Street Journal.

Liang disse ainda que a parte chinesa do relatório já terminou e condicionou a visita de uma nova missão da OMS à evolução das investigações.

– É muito cedo para falar de outra missão de especialistas na China. Vai depender do recomendações da pesquisa e [de] seus planos específicos. Estudos em outros países e regiões também serão necessários – disse Liang.

– A China continuará trabalhando até o dia em que a origem do vírus for encontrada – acrescentou ele.

*Agência EFE

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