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China detecta novo vírus de origem animal em humanos

Duas províncias do país têm 35 infecções do patógeno do tipo Henipavirus

Thamirys Andrade - 09/08/2022 10h11 | atualizado em 09/08/2022 11h11

Ainda não há vacina ou tratamento para o novo vírus Foto: EFE/ EFE/EPA/STR

Um estudo científico revelou a detecção, em duas províncias da China, de 35 casos em humanos de um novo vírus de origem animal, do tipo Henipavirus, conforme veiculou nesta terça-feira (9) a imprensa estatal do país asiático.

Os pacientes, nenhum que apresente caso grave, foram registrados em Shandong, no leste chinês, e em Henan, no centro, de acordo com o jornal local Global Times. O periódico cita um artigo publicado por pesquisadores da China e de Singapura, no New England Journal of Medicine, uma das publicações médicas mais renomadas do mundo.

O vírus, para o qual não existe qualquer vacina ou tratamento, foi detectado mediante amostras colhidas da garganta dos infectados, que tinham tido contato recente com animas. A ele, são associados os sinais de febre, cansaço, tosse, perda de apetite, dores de cabeça, musculares e náuseas. Investigações posteriores revelaram que 26 dos 35 pacientes portadores desse Henipavirus desenvolveram esses sintomas clínicos, que se junta a irritabilidade e vômitos.

Segundo o site estatal The Paper, o vírus é uma das principais causas emergentes do salto de doenças animais a humanos (processos denominados como zoonose), na região da Ásia-Pacífico. Um dos vetores de transmissão do vírus é o morcego da fruta (pteropodidae), considerados hóspedes naturais dos Henipavirus conhecidos, o Hendra (HeV) e o Nipah (NiV).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o HeV provoca infecções em humanos que vão de assintomáticas a infecções respiratórias agudas e encefalites graves, com uma taxa de letalidade que vai de 40% a 57%, podendo variar “em função das capacidades locais de investigação epidemiológica e gestão clínica”.

Até o momento, de acordo com o Global Times, não foi provado que exista transmissão de pessoa para pessoa, embora relatórios prévios indicaram que esse tipo de contágio não é descartado.

– O coronavírus não será a última doença contagiosa que provoca uma pandemia, já que novas doenças terão um impacto cada vez maior na vida diária da raça humana – disse um subdiretor do departamento de Patologias Infecciosas do hospital de Huashan, na China.

*EFE

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