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China anuncia envio de tropas à Rússia para exercício conjunto

País nega que atividade esteja relacionada à escalada da tensão com os Estados Unidos

Thamirys Andrade - 17/08/2022 09h53 | atualizado em 17/08/2022 09h59

Presidentes da Rússia e China, Vladimir Putin e Xi Jinping Foto: EFE/EPA/ALEXEI DRUZHININ / KREMLIN / SPUTNIK

A China anunciou, nesta quarta-feira (17), que enviará tropas para a Rússia para a realização de um exercício militar conjunto. A atividade ocorre em meio à escalada de tensão entre a nação asiática e os Estados Unidos, devido à visita de representantes norte-americanos à ilha de Taiwan.

Além da China, também estarão nos exercícios tropas da Índia, Belarus e Tajiquistão. A data das atividades ainda não foi anunciada.

Em comunicado, o Ministério da Defesa da China afirmou que a medida não possui relação com a situação internacional e regional. A pasta diz que os exercícios são parte de um acordo de cooperação anual bilateral, já tendo sido realizados em outros anos.

– O objetivo é aprofundar a cooperação prática e amigável com os exércitos dos países participantes, aumentar o nível de colaboração estratégica entre as partes e fortalecer a capacidade de responder a várias ameaças à segurança – diz a nota do ministério.

Nesta terça (16), os Estados Unidos testaram um míssil balístico intercontinental Minuteman III, com capacidade nuclear. O míssil não municiado foi disparado da base da Força Aérea em Vandenberg, na Califórnia, às 00h49 (04h49 em Brasília), e viajou cerca de 6.800 quilômetros até atingir o atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall.

De acordo com o comunicado divulgado pelos militares, o lançamento foi realizado para “demonstrar a prontidão das forças nucleares dos EUA e prover segurança sobre a letalidade e efetividade da dissuasão nuclear da nação”; mas o texto nega qualquer intenção de “demonstrar força” diante da movimentação militar chinesa em Taiwan.

A inimizade entre os dois países se acirrou em razão da visita de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, e também de parlamentares, à ilha de Taiwan. Isso porque a China considera que Taiwan seja parte de seu território e repudia qualquer manifestação de apoio à independência da ilha.

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