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Chile é país com maior piora da saúde mental na América latina

Relatório foi divulgado nesta quarta-feira

Pleno.News - 14/04/2021 18h02 | atualizado em 14/04/2021 18h15

Chile é o país latino-americano com maior piora da saúde mental na pandemia Foto: EFE/Alberto Valdés

O Chile é o país latino-americano no qual a saúde mental teve a maior piora desde o início da pandemia de Covid-19. O país é o segundo colocado em todo o mundo nesse aspecto, atrás apenas da Turquia, conforme revelou um relatório da empresa de consultoria Ipsos, apresentado nesta quarta-feira (14).

Na América Latina, depois do Chile, são citados o Peru, com 50% dos entrevistados que acreditam que sua saúde mental piorou desde a chegada da Covid-19, a Argentina (com 46%) e o México (com 43%).

Segundo o estudo, preparado pela empresa de pesquisa de mercado Ipsos para o Fórum Econômico Mundial, 56% dos chilenos acreditam que sua saúde mental e emocional se deteriorou desde o início da crise sanitária; 11 pontos percentuais acima da média mundial da pesquisa, que inclui uma análise da saúde mental em 30 nações em todo o mundo.

– O que está claro é o desafio que o sistema de saúde [chileno] enfrentará a curto prazo nesta área – declarou a gerente de Assuntos Públicos da Ipsos Chile, Alejandra Ojeda.

Sobre as perspectivas da evolução da pandemia, 56% das pessoas no Chile pensam que tudo voltará ao normal dentro de 4 a 12 meses, uma porcentagem semelhante à média do estudo, que é de 59%.

Enquanto isso, 36% dizem que levará mais de um ano para voltar à vida de antes da pandemia; e apenas 7% consideram que tudo será o mesmo que antes num período de 0 a 3 meses.

Com apenas 19 milhões de habitantes, o Chile se tornou um dos países mais afetados no mundo em termos de contágio e mortes por Covid-19, entre junho e julho de 2020. E viveu momentos críticos com as atividades econômicas praticamente paradas, e a grande maioria da população sob quarentena total.

Desde dezembro, o país foi mergulhado em uma segunda onda de contágios, o que colocou o sistema hospitalar sob pressão e levou ao decreto de novos confinamentos domiciliares. Isso afetou mais de 83% da população, apesar do rápido processo de vacinação que o país está realizando.

Para a pesquisa, mais de 21 mil adultos em todo o mundo foram entrevistados por meios virtuais entre 19 de fevereiro e 5 de março, e os resultados têm uma margem de erro entre 3,5% e 4,8%, acrescentou a Ipsos.

*Com informações da Agência EFE

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