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Pleno.News - 02/05/2022 12h42 | atualizado em 02/05/2022 14h33

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov Foto: EFE/EPA/CHRISTIAN BRUNA

O vice-presidente da Comissão Europeia Margaritis Schinas definiu nesta segunda-feira (2) como “inaceitável” e “escandalosa” uma declaração do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov. O chanceler equiparou o presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, a Adolf Hilter por causa de suas “origens judaicas”.

– Esses comentários perpetuam a narrativa ultrajante sobre a “desnazificação” da Ucrânia, são objetivamente falsos, distorcem e banalizam o Holocausto, o genocídio de 6 milhões de judeus – disse Schinas em sua conta no Twitter.

Para o político grego, cuja responsabilidade na Proteção do Estilo de Vida Europeu inclui o judaísmo, “qualquer tentativa de transformar as vítimas da Shoah em perpetradores é inaceitável”.

Em entrevista dada ontem ao canal italiano Rete4, a primeira para a imprensa ocidental europeia desde que o começo da invasão à Ucrânia, Lavrov insistiu sobre uma infiltração de setores supostamente neonazistas nas instituições ucranianas.

Quando lembrado sobre as raízes judaicas de Zelensky, Lavrov respondeu que Hitler “também tinha origens judaicas”.

Segundo o ministro das Relações Exteriores russo, Moscou não está buscando mudanças de regime na Ucrânia. Ele também alegou que a guerra desencadeada pela invasão visa “garantir a segurança da população do leste”, que estaria “ameaçada pela militarização e pela nazificação”.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, também se pronunciou. Ele classificou como grave a declaração de Sergey Lavrov e convocou o embaixador russo no país “para uma reunião de esclarecimento”, informou o Ministério das Relações Exteriores israelense em comunicado.

– Os comentários do ministro Lavrov são uma declaração imperdoável e ultrajante, além de um terrível erro histórico. Os judeus não cometeram suicídio no Holocausto. O nível mais baixo de racismo contra os judeus é acusar os próprios judeus de antissemitismo – lamentou Lapid.

O governo da Alemanha classificou o caso como um ato de “propaganda” e afirmou que a declaração de Lavrov é “absurda”.

– Acho que é uma ação de propaganda russa, neste caso, através do ministro das Relações Exteriores Lavrov, que não merece mais comentários – disse o porta-voz do governo de Olaf Scholz, Steffen Hebestreit, ao ser perguntado sobre o assunto em uma entrevista coletiva.

*Com informações da EFE

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